Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona projetos imobiliários

Minha Casa, Minha Vida amplia teto e impulsiona projetos imobiliários

Mudança nas regras eleva valor máximo dos imóveis financiados na Faixa 2 e tende a destravar contratos em cidades de médio porte

As novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida que entraram em vigor neste mês trazem mudanças relevantes para o mercado imobiliário, especialmente em cidades de porte médio como Londrina. A principal alteração é o reajuste do valor máximo do imóvel financiável nas faixas 1 e 2, que passa a variar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, conforme o perfil urbano e populacional dos municípios. Para metrópoles com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, caso de Londrina, o novo teto é de R$ 255 mil.

Na prática, a atualização amplia o número de empreendimentos enquadráveis no programa e reduz um gargalo que vinha limitando o acesso ao crédito para famílias de menor renda. Com imóveis frequentemente ultrapassando o teto anterior, muitos financiamentos deixavam de ser aprovados.

FGTS e taxas reduzidas

Além da elevação do teto, o pacote reforça subsídios do FGTS e prevê taxas reduzidas para as faixas 1 e 2, justamente onde a sensibilidade ao custo do financiamento é maior. Para 2026, o Conselho Curador do FGTS aprovou um orçamento recorde de R$ 160,5 bilhões, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação. O Ministério das Cidades também projeta R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais, concentrados nas famílias de menor renda.

Para o setor da construção civil, o conjunto de medidas tende a se refletir em maior volume de contratos. “Quando o teto do programa acompanha melhor a realidade dos preços, o mercado destrava. Muitos projetos já estavam prontos, mas o cliente não conseguia avançar por uma diferença pequena de valor”, afirma Vevianne Jacques, diretora comercial da Pride Construtora.

Empreendimentos da Faixa 2

Em Londrina, a Pride possui empreendimentos que se encaixam no novo limite da Faixa 2, como o Linha London, Bliss, Sonne, Solar Essenza e o Solare Fiore. São empreendimentos de dois quartos, com ambientes exclusivos para lazer, espaço pet, área fitness e guarita. Foram projetados para quem deseja sair do aluguel, já que os subsídios de programas como o Minha Casa, Minha Vida beneficia os mutuários que querem pagar parcelas do financiamento inferior ao preço de um aluguel. Segundo Vevianne Jacques, a mudança deve ampliar o público apto ao financiamento e reduzir a principal barreira de entrada para as famílias.

Quem será beneficiado

A Faixa 2 do Minha Casa, Minha Vida contempla famílias com renda mensal entre R$ 2.850,01 e R$ 4,7 mil, justamente um grupo fortemente impactado pela combinação entre subsídio, taxa de juros e valor do imóvel. “Essas famílias têm capacidade de pagamento, mas são muito sensíveis a qualquer aumento no custo inicial. O reforço dos subsídios e o reajuste do teto tornam o financiamento mais viável e previsível”, analisa Vevianne.

Na avaliação da Pride, o efeito das novas regras vai além do estímulo às vendas. “Há um impacto direto no planejamento dos projetos. Com regras mais claras e tetos mais alinhados ao mercado, as construtoras conseguem desenvolver produtos já pensados para atender esse público, com maior segurança”, conclui a diretora.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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