Instituto Machnick une capacitação de mulheres e apoio a entidades que protegem pessoas vulneráveis

Instituto Machnick une capacitação de mulheres e apoio a entidades que protegem pessoas vulneráveis

Iniciativa sem fins lucrativos une formação em gestão à destinação de recursos para projetos de apoio a pessoas vulneráveis

Em meio ao avanço do empreendedorismo feminino no Brasil e ao aumento da sobrecarga enfrentada por quem lidera pequenos e médios negócios, uma nova iniciativa nasce com a proposta de unir capacitação, gestão e impacto social. Criado pela contadora e especialista em finanças jurídicas Beatriz Machnick (foto), o Instituto Machnick inicia suas atividades com foco no desenvolvimento de empreendedoras e na destinação integral de seus recursos a projetos que apoiam mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.

A criação do Instituto dialoga diretamente com a realidade de quem empreende no país hoje. O Brasil conta com mais de 10,4 milhões de mulheres donas de negócios, segundo levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua do IBGE. É o maior número da série histórica da pesquisa. Ao mesmo tempo, os desafios estruturais seguem pressionando essas lideranças. A pesquisa “Cabeça do Dono”, realizada pelo Instituto Locomotiva para o Itaú Empresas, mostra que mais da metade dos donos de pequenas e médias empresas já enfrentou problemas de saúde relacionados à rotina de trabalho, enquanto a sobrecarga decisória, a falta de tempo e a gestão financeira aparecem entre as principais preocupações de quem conduz um negócio.

É a partir desses desafios que o Instituto Machnick estrutura sua atuação. As ações de formação são baseadas no Método MAC, metodologia desenvolvida por Beatriz Machnick ao longo de mais de uma década de trabalho com empresários e gestores, voltada à construção de negócios sustentáveis. A aplicação do método envolve temas como organização financeira, formação de preço, gestão do tempo, tomada de decisão, estruturação de processos, liderança e equilíbrio emocional, habilidades consideradas essenciais para o crescimento saudável de um negócio.

“O que vejo na prática é que o problema não está na falta de esforço, mas na ausência de estrutura. As mulheres empreendem, crescem, mas muitas vezes adoecem no processo. O Método MAC ajuda a criar ordem e clareza para que o crescimento não aconteça às custas da saúde e da vida pessoal”, afirma Beatriz.

Eixo social

Além da capacitação, o Instituto Machnick tem o impacto social como eixo central de atuação. Todas as mentorias, cursos, imersões e eventos são realizados sem fins lucrativos, com a captação de recursos que são destinadosa projetos sociais. Entre as iniciativas apoiadas está o Instituto Pedro Gabriel, que atende crianças com mielomeningocele e depende de tratamentos contínuos, como fisioterapia. O Instituto também desenvolve ações voluntárias no Hospital Adauto Botelho, referência em saúde mental no Paraná, com capacitações voltadas às lideranças, focadas em organização, bem-estar e desenvolvimento humano, além de apoiar iniciativas de acolhimento e formação de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Para Beatriz, o olhar social é inseparável da sua trajetória como empreendedora.

“Eu venho de uma realidade em que a falta de orientação e de estrutura limita escolhas. Quando a gente organiza o trabalho e a vida das mulheres, o impacto não fica restrito a elas. Ele alcança famílias, equipes e comunidades inteiras. O Instituto nasce desse senso de responsabilidade”, afirma.

A história da empreendedora ajuda a explicar a criação do Instituto. Primeira da família a cursar o ensino superior, ela iniciou sua trajetória profissional em funções operacionais e construiu carreira a partir da prática. “Eu aprendi cedo que organização muda destinos. Quando a gente entende números, tempo e pessoas, tudo se transforma. O projeto é a forma que encontrei de devolver à sociedade aquilo que o empreendedorismo me proporcionou”, conclui.

Embora tenha sido lançado em janeiro de 2026, o Instituto Machnick consolida um movimento que já vinha sendo construído nos últimos anos por meio de iniciativas voltadas ao empreendedorismo feminino. Um dos marcos dessa trajetória foi o MAC Mulheres Empreendedoras, imersão realizada no Palácio Tangará, em São Paulo, que reuniu mais de 70 empresárias e profissionais liberais de diferentes regiões do Brasil e do exterior para discutir gestão, liderança, propósito e rentabilidade. Realizado no mês em que se celebra o Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, o evento também teve caráter social, com destinação de recursos a instituições de apoio a mulheres.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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