Nova geração quer trabalhar para viver e não viver para trabalhar

Nova geração quer trabalhar para viver e não viver para trabalhar

Para a maioria dos jovens profissionais, o emprego deixou de ser propósito de vida e passou a ser enxergado como um meio para realizações

Por muitos anos o mercado de trabalho difundiu a ideia de que o emprego deveria ser sua fonte de identidade e, trabalhar, segundo esse discurso, era também encontrar sentido para a vida. Esse ideal, no entanto, começa a ser questionado por uma geração mais pragmática, que cresceu em meio a crises econômicas, instabilidade política e precarização das relações de trabalho.

De acordo com a Deloitte Global Gen Z & Millennial Survey, jovens profissionais priorizam segurança financeira, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e saúde mental. Em complemento, especialista do Infojobs, site de emprego mais lembrado do Brasil segundo a Kantar, dizem que há crescimento na busca por vagas com jornadas previsíveis, menor carga emocional e menos promessas romantizadas com um propósito abstrato.
Para Patrícia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, essa mudança não indica desengajamento.

“A nova geração quer trabalhar bem, mas não quer que a sua identidade seja construída com tanta ênfase no trabalho. Isso é um cuidado com sua própria carreira e também na forma como equilibra os diferentes papéis.”, afirma Patrícia.

Segundo a executiva, romantizar o trabalho gera expectativas elevadas e, por consequência, frustrações. “Quando o emprego é apresentado como principal fonte de felicidade, qualquer frustração vira fracasso pessoal.”

O trabalho deve estar associado ao propósito de vida do indivíduo, lembrando que “é possível ser competente, comprometido e ético sem precisar viver em função do trabalho”, afirma a executiva.

Empresas que insistem em discursos excessivamente inspiracionais tendem a gerar desconfiança entre candidatos mais jovens. Já organizações que oferecem clareza, previsibilidade e limites saudáveis constroem relações mais estáveis.

“O trabalho é parte importante das nossas vidas, mas ele não é a única parte importante e nem deve resumir cada pessoa”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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