Produção industrial fecha 2025 com avanço em 10 dos 18 locais pesquisados

Produção industrial fecha 2025 com avanço em 10 dos 18 locais pesquisados

Maior alta ficou com o Espírito Santo. No Paraná, crescimento foi de 0,3%

A produção da indústria nacional teve queda de 1,2% na passagem de novembro para dezembro, com recuos em 12 dos 15 locais pesquisados. Com o resultado do último mês do ano, 2025 termina com crescimento de 0,6% em relação a 2024, apresentando taxas positivas em 10 dos 18 locais analisados. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (10) pelo IBGE.

As maiores altas do ano foram os resultados de Espírito Santo (11,6%) e Rio de Janeiro (5,1%), que aconteceram, principalmente, devido a atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, minérios de ferro pelotizados ou sinterizados e gás natural), no primeiro e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo e gás natural), no segundo.

Santa Catarina (3,2%), Goiás (2,4%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (1,3%) e Pará (0,8%) foram outras localidades que mostraram taxas positivas acima da média nacional (0,6%). Paraná (0,3%), Bahia (0,3%) e Amazonas (0,1%) também registraram variação positiva na produção no índice acumulado em 2025.

“A indústria nacional encerrou 2025 com um avanço de 0,6%, resultado que reflete a perda de ritmo ao longo do ano, embora a maior parte das localidades pesquisadas (10 de 18) tenha registrado taxas positivas. A principal influência veio do Rio de Janeiro, cuja produção industrial cresceu 5,1%, impulsionada sobretudo pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. Em seguida, destacou-se o Espírito Santo, com alta de 11,6%, também sustentada pelo setor extrativo, graças ao crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. Santa Catarina aparece como terceira maior influência, com expansão de 3,2%, puxada principalmente pelos setores de alimentos, e por máquinas, aparelhos, e materiais elétricos”, destaca Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

São Paulo exerceu a principal influência negativa no acumulado do ano, com uma queda de 2,2%. “Entre os setores que mais contribuíram para esse desempenho estão o de derivados do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas, e o setor farmacêutico, que também exerceu impacto significativo ao registrar redução na fabricação de medicamentos”, explica Bernardo.

Mato Grosso do Sul (-12,9%) e Rio Grande do Norte (-11,6%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais elevados no índice acumulado para o período janeiro-dezembro de 2025. Mato Grosso (-5,8%), Maranhão (-5,1%), Pernambuco (-3,8%), São Paulo (-2,2%), Região Nordeste (-0,8%) e Ceará (-0,6%) também mostraram resultados negativos no índice acumulado do ano.

12 dos 15 locais pesquisados apontaram resultados negativos

Na comparação com o mês imediatamente anterior, em dezembro de 2025, a produção industrial teve a produção industrial teve queda de 1,2%, com 12 dos 15 locais pesquisados mostrando resultados negativos.  As quedas mais expressivas vieram de Bahia (-10,1%) e Pará (-9,2%). A indústria baiana assinalou o recuo mais elevado desde março de 2021 (-11,6%) e eliminando o ganho de 3,4% acumulado no período outubro-novembro de 2025. A indústria paraense teve o quarto resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 13,4% nesse período.

Amazonas (-5,2%), Região Nordeste (-5,1%), Espírito Santo (-5,0%), Minas Gerais (-4,7%), Santa Catarina (-2,8%), Paraná (-2,6%) e São Paulo (-1,6%) também tiveram taxas negativas mais intensas do que a média nacional (-1,2%). Ceará (-0,7%), Goiás (-0,5%) e Rio Grande do Sul (-0,5%) completaram a lista de locais com índices negativos em dezembro de 2025.

“Tivemos um espalhamento de taxas negativas nessa passagem de novembro para dezembro. A taxa de juros em patamares elevados e uma política monetária contracionista ajudam a explicar os resultados, além de dezembro ser um mês no qual diversas plantas industriais aplicam férias coletivas, recaindo em queda no ritmo de produção”, avalia Bernardo.

São Paulo recua 1,6%, atingindo a quarta taxa negativa seguida, acumulando 4,7% de perda no período. Os setores de alimentos e produtos químicos foram os mais influentes nesse comportamento da indústria paulista. “Vale salientar que, com esse resultado, SP encontra-se 4,4% abaixo do patamar pré-pandemia e 25,1% abaixo do patamar mais alto, alcançado em março de 2011.”, completa o analista.

Por outro lado, Rio de Janeiro (2,3%) apontou o avanço mais elevado neste mês e eliminou o recuo de 1,6% verificado em novembro de 2025. Mato Grosso (1,3%) e Pernambuco (0,8%) também assinalaram resultados positivos em dezembro de 2025.

Em relação a dezembro de 2024, oito locais tiveram alta

No confronto entre os números de dezembro de 2025 e dezembro de 2024, o setor industrial teve variação positiva de 0,4%, com oito dos 18 locais pesquisados obtendo resultados positivos. Vale citar que dezembro de 2025 (22 dias) teve 1 dia útil a mais que dezembro de 2024 (21).

Espírito Santo (19,9%) e Rio de Janeiro (10,3%) destacaram-se com resultados de dois dígitos, sendo os mais intensos. Rio Grande do Sul (4,9%), Mato Grosso (2,9%), Minas Gerais (2,0%), Ceará (2,0%) e Pernambuco (1,5%) também apontaram expansões mais intensas do que a média nacional (0,4%), enquanto Goiás (0,1%) completou o conjunto de locais com taxas positivas no índice mensal de dezembro de 2025.

Por outro lado, Pará (-12,7%), Bahia (-9,2%) e Rio Grande do Norte (-9,2%) tiveram as quedas mais acentuadas. Amazonas (-6,5%), Região Nordeste (-4,4%), Mato Grosso do Sul (-3,4%), São Paulo (-3,2%), Maranhão (-1,9%), Paraná (-1,2%) e Santa Catarina (-0,3%) apresentaram os demais resultados negativos em dezembro.

Foto: Fernando Ogura/AEN

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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