Setor de biscoitos, massas, pães e bolos fatura R$ 70,5 bilhões

Setor de biscoitos, massas, pães e bolos fatura R$ 70,5 bilhões

Conjuntura econômica desafiadora provocou queda de 2,1% no volume total em 2025

A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães Industrializados (Abimapi), que representa mais de 110 empresas que detêm cerca de 80% do setor, cresceu 3,2% em 2025 e encerrou o ano com um faturamento de R$ 70,5 bilhões, de acordo com dados NielsenIQ, elaborados pela entidade. Mesmo em uma conjuntura econômica desafiadora, que refletiu em uma leve retração de 2,1% no volume total (4 milhões de toneladas), o setor demonstra estabilidade e uma valorização estratégica de suas categorias.

Os biscoitos representam a maior categoria em faturamento e volume: cresceu 1% em valor, alcançando R$ 34,1 bilhões e 1,5 milhão de toneladas. A segunda maior categoria é das massas alimentícias, que apresentam estabilidade, com crescimento de valor de 2,9% e faturamento de R$15,5 bilhões. Ambas tiveram variação com ligeira queda no volume, -5,6% de -1,2, respectivamente.

Contudo, ambas as categorias permanecem fortemente presentes na mesa dos consumidores, com 99% de penetração, de acordo com os dados da Worldpanel by Numerator. No geral, a Cesta da Abimapi também apresentou uma alta penetração nos lares brasileiros: 99,7%.

“A cesta cresce no período de 2025 comparado a 2024. Notamos um consumidor que utiliza conhecidas estratégias para equilibrar suas compras dentro do lar, aumentando sua frequência de compra em 10%, sobretudo na compra de categorias como pães e massas, e reduzindo o seu gasto a cada ida no ponto de venda em -7%”, analisa David Fiss, diretor de Novos Negócios na Worldpanel.

Faturamento de pães industrializados

Ainda de acordo com dados NielsenIQ, elaborados pela Abimapi, os pães industrializados registraram desempenho positivo em ambas as frentes. Com 6% de crescimento no faturamento, com R$ 16,5 bilhões, e +1,2% em volume, com 793 mil toneladas comercializadas. Enquanto os bolos industrializados tiveram crescimento, superando a média das categorias básicas, com boa performance em valor, 9,6% (R$ 2,9 bilhões), e aumento de 2,6% em volume (65,6 mil toneladas). Já a mistura para bolos se destacou em termos percentuais diante de todas as categorias, com 14,9% de crescimento em valor (R$ 1,5 bilhão) e +6,1% em volume, com 175,5 mil toneladas.

Segundo levantamento da Worldpanel, o avanço é sustentado pela entrada de novos lares compradores: +4,5% em pães industrializados; +8% na categoria de bolos e +12,3% em misturas para bolo. “Entre os pães, o pão de forma é o pilar da categoria, com crescimento de +5,2% em volume. No caso dos bolos, o consumidor opta mais pelas monoporções, responsáveis por 63,9% do volume da categoria. Enquanto as misturas na versão sem glúten cresceram +44,8%, indicando a busca por opções funcionais, o que reforça a preocupação por saudabilidade no consumo dentro do lar”, explica David Fiss.

“Tivemos uma performance excepcional em algumas categorias e estabilidade em outras. Esse equilíbrio na Cesta Abimapi gera confiança no setor, que permanece resiliente, mantendo a posição como um dos pilares da indústria alimentícia nacional”, avalia Claudio Zanão, presidente-executivo da Abimapi.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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