Vendas de puericultura avançam no Brasil com crescimento de dois dígitos

Pesquisa aponta expansão consistente do setor, especialmente em carrinhos de passeio, assentos para automóveis e móveis de mobilidade
O mercado de puericultura no Brasil – que reúne produtos, serviços e soluções voltados ao cuidado, bem-estar e desenvolvimento de bebês e crianças – mantém um ritmo consistente de crescimento e passa por um processo de transformação impulsionado por mudanças no perfil do consumidor. É o que revelam dados exclusivos da Circana, consultoria global, líder em tecnologia, inteligência artificial e dados, que acaba de lançar um painel de varejo inédito dedicado ao setor no país.
O painel, lançado em novembro de 2025, acompanha vendas contínuas das maiores redes varejistas do setor no Brasil, e cobre grande parte das vendas ao consumidor de puericultura pesada – categoria que inclui carrinhos de passeio, assentos para automóveis, berços e outros itens voltados à segurança e conforto de bebês e crianças pequenas.
De acordo com os primeiros dados do painel, o setor registra crescimento médio de dois dígitos nos últimos três anos. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o faturamento avançou +10% em relação ao período anterior, enquanto o volume de unidades vendidas cresceu +9%, com preço médio estável, um indicativo de aumento real da demanda.
“Entre as categorias com melhor desempenho, destacam-se os produtos chamados de Viagem, que incluem cadeirinhas para carros e carrinhos de passeio, com crescimento de 14%, e Móveis de Mobilidade, como cadeirões de alimentação e berços de viagem, que avançaram 23%. Já a categoria de Alimentação apresentou crescimento mais moderado, de 1% nos últimos 12 meses até outubro de 2025”, explica Célia Bastos, diretora executiva da Circana.
O levantamento também aponta um mercado altamente concentrado, no qual os 12 principais fabricantes do setor respondem por +80% das vendas. Entre as marcas de maior destaque estão Galzerano, Burigotto, Maxi Baby, Philips e Lilet, que lideram em participação e relevância no varejo nacional.
Apesar do forte apelo emocional e do potencial de diferenciação, os produtos licenciados ainda representam apenas 2% das vendas do setor e registraram queda de -24% em relação a 2024, o que sinaliza espaço para expansão e novas estratégias.
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