Brado Logística cresce 16% em receita que chega a R$ 790 milhões em 2025

Brado Logística cresce 16% em receita que chega a R$ 790 milhões em 2025

Empresa paranaense responde por 86% da movimentação ferroviária de contêineres no país

A Brado Logística encerrou 2025 com receita líquida de R$ 790 milhões, um crescimento de 16% em relação a 2024, impulsionado pela expansão de cargas do agronegócio e da indústria, além da ampliação de rotas ferroviárias. No período, a empresa movimentou 119,5 mil contêineres, alta de 2,1%, e registrou EBITDA de R$ 227,6 milhões, um avanço de 32,5%, reforçando sua posição como principal operadora de contêineres na ferrovia no Brasil e responsável por 86% da movimentação ferroviária (em TKUs).

De acordo com o CEO, Luciano Johnsson, o resultado também reflete um ganho expressivo de eficiência no uso de ativos ferroviários nas operações ao longo do ano.

“Conseguimos ampliar o volume transportado em rotas que já faziam parte da nossa malha e, ao mesmo tempo, incorporar novos fluxos de carga. Isso consolida a Brado como uma alternativa logística relevante para diferentes setores”, afirma Johnsson.

Em 2025, diferentes segmentos se destacaram nas operações da companhia. O transporte de DDG (grãos secos de destilaria) registrou avanço expressivo de 133%, impulsionado pelo crescimento das exportações do coproduto. O segmento de defensivos agrícolas apresentou expansão de 38%, resultado direto do aumento das importações e da melhoria do nível de serviço logístico na rota entre São Paulo e Mato Grosso, corredor estratégico para o abastecimento das principais regiões produtoras. Já o setor de higiene e limpeza, beneficiado pela abertura de um novo corredor com destino ao Maranhão, cresceu 22%.

No volume total transportado pela empresa, o frango congelado lidera a movimentação das cargas, com participação de 24%. Em seguida aparecem papel e celulose (20%), e pluma de algodão e milho (ambos com 13%). O perfil das mercadorias evidencia o peso do agronegócio e da indústria de base na composição das atividades da companhia. Em relação aos destinos, 75% do volume foi direcionado ao comércio exterior, enquanto 25% circulou dentro do próprio país, atendendo o mercado interno.

Novo corredor ferroviário amplia alcance da operação

Outro marco para a companhia em 2025 foi a ativação da maior rota ferroviária do Brasil, um corredor logístico de 2,7 mil quilômetros entre São Paulo e o Maranhão, desenvolvido em parceria com as concessionárias Rumo e VLI Logística. A operação atende o fluxo de origem do sudeste para o nordeste com bens de consumo e insumos agrícolas, no sentido oposto, transporta produtos industriais.

Além dos resultados operacionais, a empresa destaca o impacto ambiental positivo do transporte ferroviário. Em 2025, as operações realizadas por seus clientes evitaram a emissão de 306,4 mil toneladas de CO², volume equivalente à emissão anual de cerca de 66,1 mil automóveis. Para compensar a mesma quantidade de carbono, seriam necessárias aproximadamente 2,1 milhões de árvores, segundo estimativas da companhia.

“O avanço da agenda de descarbonização também tem influenciado decisões logísticas. Cada vez mais as empresas consideram o impacto ambiental no desenho das suas cadeias de transporte, e a ferrovia se apresenta como uma alternativa muito competitiva nesse cenário”, conclui o CEO.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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