Confira os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio

Petróleo no centro do risco global pressiona bolsa, dólar e inflação
O início dos ataques no Oriente Médio e a ameaça de fechamento do Estreito de Hormuz mudam o foco do mercado nesta semana. “Saímos de uma discussão sobre enfraquecimento do dólar para um ambiente clássico de aversão a risco para a disparada do petróleo, que chegou a subir mais de 10% nesta segunda-feira (2), e reacende temores inflacionários globais”, avalia a economista Raissa Florence, sócia e diretora da Oz Câmbio.
O novo cenário posto pode alterar novamente as expectativas de juros nos Estados Unidos. Em cenários de choque de energia, o movimento típico é fortalecimento do dólar, queda das bolsas e migração para ativos considerados mais seguros, explica Raissa.
Impactos no Brasil
No Brasil, o impacto é duplo: de um lado, empresas ligadas a commodities podem sustentar a bolsa no curto prazo; de outro, a pressão sobre inflação e câmbio pode limitar o espaço para cortes de juros e gerar volatilidade no real.
“O real vinha se beneficiando de fluxo para emergentes. Um choque geopolítico dessa magnitude pode inverter parcialmente esse movimento”, avalia Raissa. Para a executiva, a duração do conflito será determinante: se houver escalada prolongada, o mercado pode entrar em uma nova rodada de estresse global, com impacto direto sobre dólar, curva de juros e desempenho do Ibovespa ao longo da semana.
O dólar iniciou a segunda-feira (2) em forte alta, registrando avanço de 0,21% na abertura e sendo cotado a R$ 5,14. Por volta das 11h30, o dólar era cotado a R$ 5,20. Com o agravamento das tensões no Oriente Médio, investidores estão migrando o capital para ativos considerados “porto seguro”, o que impulsionou a moeda norte-americana ao seu maior nível em cinco semanas.
Já a Bolsa de Valores opera em baixa. O Ibovespa caía 0,82%, às 11h30, somando 187.244 pontos.







