Crescimento do mercado de drones amplia a busca por pilotos profissionais

Crescimento do mercado de drones amplia a busca por pilotos profissionais

Expansão acelerada do setor, remuneração atrativa e demanda elevada colocam a atividade entre as mais promissoras da economia

O mercado brasileiro de drones vive um período de expansão consistente e já contabiliza 133 mil aeronaves registradas até fevereiro de 2026 no Sistema de Aeronaves Não Tripuladas (Sisant), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O avanço reforça o protagonismo do setor na economia nacional e intensifica a procura por pilotos qualificados, em um contexto marcado pela carência de profissionais especializados.

“O drone deixou de ser apenas um item recreativo e passou a ocupar papel estratégico em diferentes segmentos. Com essa transformação, cresce a demanda por operadores capacitados, com conhecimento técnico, domínio das normas e foco em segurança operacional”, afirma Adriano Buzaid (foto), CEO da Gohobby.

Atualmente, o setor do agronegócio desponta como o principal vetor desse crescimento, impulsionando o uso da tecnologia em pulverização aérea, mapeamento de áreas e interpretação de dados agrícolas. Esse movimento acompanha a digitalização dos serviços e a adoção de recursos como inteligência artificial e conectividade 5G.

Além disso, os drones são empregados em atividades que exigem precisão, rapidez e otimização de custos. As possibilidades de atuação são variadas. Profissionais do setor atuam na construção civil, em levantamentos topográficos e inspeções de obras; na indústria, na análise de estruturas localizadas em áreas de difícil acesso; além da produção audiovisual, com a captura de imagens aéreas para filmes, eventos e campanhas publicitárias.

Como se tornar um piloto de drone profissional

Com o setor aquecido e aplicações cada vez mais diversificadas, a carreira de piloto de drones se consolida como uma das mais promissoras do país. Para atuar de forma profissional é preciso ter mais de 18 anos, boas condições de saúde, registrar a aeronave no Sisant e realizar cadastro no Decea.

No contexto das operações com drones agrícolas, os requisitos regulatórios são mais rigorosos e específicos. É obrigatória a realização do Curso de Aplicador Aéreo Agrícola Remoto (CAAR), conforme estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, com carga horária mínima de 28 horas.

Além disso, as operações devem atender às normas da Agência Nacional de Aviação Civil. Desde 2023, os drones utilizados em atividades agrícolas passaram a ser enquadrados na Classe 3, independentemente do peso máximo de decolagem, o que simplifica alguns aspectos regulatórios, mas não elimina requisitos operacionais essenciais.

Nesse contexto, permanecem obrigatórias medidas como: realização de voos exclusivamente em áreas livres de pessoas não envolvidas na operação;respeito ao limite máximo de altitude de 120 metros (400 pés); execução das operações dentro da linha de visada visual (VLOS) ou, quando aplicável, com o auxílio de observadores (EVLOS).

Esse conjunto de exigências reforça a necessidade de capacitação adequada e de estrita conformidade com a regulamentação vigente, garantindo a segurança operacional e a eficiência das aplicações agrícolas.

“A capacitação adequada minimiza riscos, evita sanções legais e assegura operações mais eficientes. Tornar-se piloto de drone exige dedicação, treinamento contínuo e responsabilidade”, reforça Buzaid.

A remuneração figura entre os principais atrativos da carreira. Os ganhos iniciais variam entre R$ 6 mil e R$ 8 mil, podendo atingir R$ 10 mil ou mais, conforme a região e a complexidade das operações. No agronegócio, profissionais com maior experiência podem superar R$ 12 mil mensais, especialmente em períodos de maior demanda.

Com um ambiente regulatório mais definido, crescimento contínuo e evolução tecnológica constante, a profissão de piloto de drone se consolida como uma alternativa consistente para quem busca ingressar em um mercado inovador e em plena expansão.

Crédito da foto: Bruno Van Enck

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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