Empresas ainda perdem dinheiro por falta de controle em despesas corporativas

Empresas ainda perdem dinheiro por falta de controle em despesas corporativas

Falta de visibilidade em tempo real sobre gastos pressiona caixa das empresas e acelera adoção de soluções integradas para controle financeiro

A ausência de visibilidade em tempo real sobre despesas corporativas ainda representa uma fonte relevante de perda financeira para empresas brasileiras. Em um cenário de pressão por eficiência e controle de custos, gastos com viagens, alimentação, transporte e combustível seguem sendo geridos, em muitos casos, por processos manuais e pouco integrados.

Apesar do avanço das soluções financeiras digitais, o uso de planilhas ainda predomina. Dados do Panorama da Gestão de Despesas Corporativas no Brasil mostram que 65% das empresas utilizam esse tipo de ferramenta como principal forma de controle, enquanto milhões ainda dependem de processos descentralizados, com baixa padronização e pouca rastreabilidade.

Esse modelo limita a capacidade de análise e reação das áreas financeiras. Sem acesso a dados consolidados e em tempo real, empresas operam com baixa previsibilidade, maior risco de inconsistências e dificuldade para identificar desperdícios. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a digitalização da gestão financeira está diretamente associada ao aumento da transparência, à redução de custos operacionais e ao fortalecimento da governança corporativa.

No Brasil, a relevância do tema se intensifica diante da movimentação de R$ 135,4 bilhões em viagens corporativas até novembro de 2025, segundo levantamento da FecomercioSP em parceria com a Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev), o que amplia o impacto de qualquer ineficiência na gestão dessas despesas.

“Hoje, o maior desafio das empresas não é apenas reduzir custos, mas entender, em tempo real, como e onde o dinheiro está sendo gasto. Sem visibilidade, não existe gestão eficiente”, afirma Humberto Cançado, sócio-diretor na Voetur Viagens.

A adoção de plataformas de expense management tem avançado como resposta a esse cenário. Essas soluções permitem automatizar processos, aplicar políticas de gastos de forma estruturada e gerar dados confiáveis para análise, reduzindo a dependência de controles manuais.

A Payfly, solução da Voetur, integra gestão de despesas, pagamentos e viagens corporativas em uma única plataforma. Com isso, empresas conseguem acompanhar despesas em tempo real, automatizar a prestação de contas e garantir maior aderência às políticas internas.

Na prática, a mudança é estrutural. O CFO deixa de atuar de forma reativa, analisando despesas após sua ocorrência, e passa a acompanhar toda a jornada do gasto, com capacidade de aprovação, ajuste e controle ao longo do processo. Estudos da Harvard Business School indicam que organizações orientadas por dados têm maior capacidade de antecipar riscos e capturar oportunidades de eficiência.

“Quando a empresa passa a acompanhar a jornada da despesa em tempo real, ela ganha controle, previsibilidade e agilidade. Isso impacta diretamente a qualidade das decisões e a saúde financeira do negócio”, completa Humberto.

Além do ganho financeiro, a digitalização melhora a experiência dos colaboradores, reduz o tempo gasto com prestação de contas e aumenta a conformidade com as políticas corporativas.

Com a crescente pressão por eficiência, transparência e governança, a tendência é que soluções integradas ganhem protagonismo nas estratégias empresariais. Nesse contexto, a gestão de despesas deixa de ser apenas operacional e passa a ocupar um papel central na sustentabilidade financeira das organizações.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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