Empresas recorrem à IA para prever receita com mais precisão

Empresas recorrem à IA para prever receita com mais precisão

Inteligência artificial vem apoiando empresas na definição de previsões financeiras mais precisas

Em um cenário econômico dinâmico, empresas de diferentes setores têm ampliado o uso da inteligência artificial (IA) para aprimorar suas previsões financeiras e apoiar a definição de metas de receita para 2026. A tecnologia tem sido incorporada como um recurso adicional aos modelos tradicionais, contribuindo para análises mais completas e decisões mais bem fundamentadas.

A disseminação de ferramentas como ChatGPT, Claude, Perplexity e, mais recentemente, os agentes de IA acelerou esse movimento, com o uso da IA no planejamento financeiro passando a integrar a agenda de líderes das áreas financeira, comercial e estratégica.

Segundo estudo da PwC, 79% das empresas já utilizam agentes de IA, e 88% planejam ampliar seus investimentos na tecnologia nos próximos 12 meses. Entre as organizações que adotaram esses sistemas, 66% reportam ganhos mensuráveis de produtividade, indicando avanços consistentes na aplicação prática da tecnologia.

Dados da HubSpot apontam que 98% das empresas planejavam utilizar IA até o final de 2025, refletindo o amplo interesse do mercado. Ainda assim, o nível de maturidade varia entre as organizações, especialmente no que diz respeito à estruturação dos processos e à integração da IA às rotinas de planejamento.

“Em tempos de incerteza, modelos tradicionais de previsão deixam lacunas que podem custar caro. A IA não substitui a inteligência humana, mas amplia nossa capacidade de antecipar tendências, ajustar planos e estabelecer metas de receita que reflitam a realidade do mercado”, afirma o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), palestrante e CEO da Receita Previsível, Thiago Muniz.

O papel da IA na definição de metas de receita

Tradicionalmente, a definição de metas financeiras se baseia em dados históricos e análises estatísticas. A IA complementa esse processo ao permitir o cruzamento de grandes volumes de dados e a inclusão de variáveis externas, como indicadores de mercado e comportamento do consumidor, enriquecendo as projeções.

Estudos recentes indicam que ferramentas de previsão baseadas em IA podem alcançar níveis elevados de precisão. Um levantamento da Gong aponta que esses modelos podem atingir até 95% de acurácia, dependendo da qualidade dos dados e do contexto de aplicação.

“Quando conseguimos antecipar com um alto índice de confiança o comportamento da receita, isso muda completamente a forma de planejar um ano fiscal inteiro. Quando a organização domina a IA na previsão, ela consegue ajustar metas, otimizar a alocação de recursos e gerar cenários alternativos com rapidez”, analisa Muniz.

Ferramentas de IA que estão transformando o planejamento financeiro

A evolução da IA aplicada aos negócios vai além de projeções macroeconômicas e se concretiza no uso prático de ferramentas que apoiam decisões estratégicas. Plataformas como GammaCopilotPerplexity AIPolymer Search e Excel Copilot já são utilizadas para estruturar cenários, consolidar dados internos, sintetizar relatórios de mercado e gerar insumos analíticos que trazem mais agilidade e clareza ao processo decisório executivo.

Para Thiago, os Agentes de IA representam um novo estágio dessa evolução. “Capazes de integrar diferentes fontes de dados — como CRM, ERP, indicadores econômicos e históricos de vendas —, esses agentes automatizam análises complexas e tornam as previsões de receita mais consistentes e acionáveis”, pontua.

O impacto da inteligência artificial no planejamento financeiro depende, sobretudo, de como a tecnologia é aplicada à realidade de cada negócio. Na prática, algumas empresas recorrem a consultorias especializadas para estruturar o uso da IA em processos como previsão de receita, definição de metas e alinhamento entre as estratégias comercial e financeira.

“Quando aplicamos nossa consultoria às empresas, combinamos dados internos, variáveis de mercado e inteligência humana, ajudando as organizações a saírem do uso pontual de ferramentas e avançarem para uma aplicação estratégica da IA, com impacto direto no planejamento e nos resultados”, explica Muniz.

IA como ferramenta de resiliência e crescimento

Consultorias de mercado também destacam que a IA está deixando de ser uma tecnologia acessória e se tornando núcleo das estratégias de crescimento corporativo. Em uma pesquisa da PwC, 49% dos líderes de tecnologia disseram que a IA já está totalmente integrada na estratégia central de suas empresas, enquanto muitas outras estão avançando rapidamente nessa direção.

“A IA é uma das principais apostas para empresas que querem não só sobreviver, mas crescer em um ambiente macroeconômico incerto. A capacidade de prever receita de maneira confiável redefine metas, transforma a cultura interna de planejamento e dá maior segurança para investimentos e contratações”, comenta Thiago.

Com a expectativa de um ambiente econômico mais desafiador em 2026, decisões baseadas em dados, e não apenas em projeções históricas, são fundamentais. “A IA aplicada à previsão de receita está entre as ferramentas que mais contribuem para que líderes empresariais estabeleçam metas realistas, ajustem expectativas e criem planos estratégicos com maior confiança”, finaliza o CEO da Receita Previsível.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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