Guerra no Oriente Médio impacta viagens corporativas

Guerra no Oriente Médio impacta viagens corporativas

Escalada do conflito eleva custos, altera rotas aéreas e exige maior planejamento das empresas em deslocamentos internacionais

A escalada das tensões no Oriente Médio voltou a gerar efeitos no setor aéreo global e já impacta o planejamento de viagens corporativas em diversas regiões do mundo. Alterações em rotas, aumento no tempo de voo, custos operacionais mais altos e maior atenção a protocolos de segurança passaram a fazer parte do cenário enfrentado por empresas que mantêm deslocamentos internacionais frequentes.

Companhias aéreas têm ajustado rotas para evitar áreas consideradas de risco, o que pode aumentar a duração de determinados voos e elevar custos. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), mudanças no espaço aéreo e no preço dos combustíveis costumam ter impacto direto na estrutura de custos da aviação global, o que tende a se refletir também no preço das passagens e na disponibilidade de rotas.

Além disso, o aumento da volatilidade no preço do petróleo também influencia o setor. Dados da Agência Internacional de Energia (IEA) indicam que tensões geopolíticas em regiões produtoras de petróleo frequentemente provocam oscilações no valor do barril, pressionando custos operacionais das companhias aéreas e, consequentemente, o preço das viagens.

De acordo com a empresa, os impactos ocorreram em diferentes frentes operacionais, incluindo cancelamentos, remarcações e antecipação de retornos, conforme as mudanças na malha aérea e nas condições de operação das companhias.

“Conflitos geopolíticos costumam gerar impactos indiretos nas viagens corporativas, principalmente na malha aérea internacional. Alterações de rotas, maior tempo de deslocamento e custos operacionais mais altos são alguns dos efeitos que as empresas precisam monitorar”, afirma Dalva Camargo, diretora de Operações na Voetur.

Em cenários como esse, o acompanhamento próximo das viagens se torna essencial. A Voetur destaca que, em situações de instabilidade internacional, ativa protocolos específicos de monitoramento de viajantes, dentro da estratégia de Duty of Care, conceito que envolve o dever de cuidado das empresas com seus colaboradores durante deslocamentos profissionais.

Segundo a companhia, o primeiro passo é identificar todos os passageiros que estão em trânsito ou que possuem viagens programadas para as datas afetadas. A partir desse levantamento, a equipe extrai uma lista com os viajantes e inicia o contato imediato para oferecer orientação e suporte.

“Quando há um cenário geopolítico sensível, como o atual no Oriente Médio, as empresas precisam redobrar a atenção no planejamento das viagens. Isso inclui acompanhar possíveis mudanças em rotas, avaliar conexões alternativas e garantir suporte rápido aos viajantes caso ocorram alterações inesperadas”, explica Dalva.

Além do acompanhamento das rotas, a empresa também atua na reserva de hotéis para viajantes impactados por alterações de voos, garantindo suporte e segurança durante eventuais imprevistos. Outro foco é a reacomodação dos passageiros e a reorganização dos itinerários, buscando trazer os viajantes de volta ao destino de origem no menor tempo possível.

“Nossa equipe monitora continuamente o cenário internacional e permanece em contato com os clientes e com os viajantes durante todo o processo de deslocamento. Esse acompanhamento permite oferecer suporte imediato sempre que necessário, garantindo mais segurança e tranquilidade para as empresas e seus colaboradores”, acrescenta Dalva.

Especialistas apontam que, em contextos geopolíticos instáveis, as empresas tendem a reforçar políticas internas de viagens, priorizar deslocamentos essenciais e ampliar o uso de ferramentas digitais de gestão para acompanhar custos, itinerários e possíveis riscos associados às viagens corporativas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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