Marcas que atravessam gerações: o segredo da longevidade no mercado brasileiro

Marcas que atravessam gerações: o segredo da longevidade no mercado brasileiro

Tradição, consistência e conexão emocional com o consumidor ajudam empresas a permanecer relevantes por décadas, e até séculos

Em um mercado cada vez mais competitivo e marcado pelo surgimento constante de novas marcas, atravessar gerações e continuar relevante é um desafio que poucas empresas conseguem superar. No Brasil, onde mudanças econômicas e comportamentais acontecem de forma acelerada, a longevidade de uma marca costuma ser resultado de uma combinação entre tradição, consistência e capacidade de adaptação.

Marcas que permanecem vivas na memória do consumidor por décadas costumam ter algo em comum: um posicionamento claro, produtos que mantêm sua qualidade ao longo do tempo e uma identidade facilmente reconhecida. Essa consistência cria uma relação de confiança que passa de geração em geração, transformando o produto em parte da rotina das famílias.

Além da qualidade, a familiaridade também exerce um papel importante. Muitas marcas tradicionais são lembradas por cores, embalagens ou características específicas que se tornam quase símbolos culturais. Esse reconhecimento imediato contribui para que elas permaneçam relevantes mesmo diante da entrada de novos concorrentes no mercado.

Outro fator essencial é a capacidade de acompanhar transformações sem perder a essência. Marcas longevas costumam evoluir em comunicação, presença digital e portfólio de produtos, mas preservam aquilo que construiu sua reputação ao longo do tempo.

Um exemplo dessa trajetória no Brasil é a Minancora. Fundada em 1915, em Joinville (SC), a marca construiu sua história com base na confiança dos consumidores e na manutenção de um produto que atravessou gerações mantendo sua fórmula e identidade. Com mais de um século de atuação, a empresa continua presente no dia a dia de muitas famílias brasileiras.

Atualmente, a gestão da marca está nas mãos da quarta geração da família fundadora. A bisneta do criador da Minancora, Lourdes Maria Duarte, exerce hoje o cargo de gestora-presidente da empresa e acompanha de perto o desafio de manter a tradição ao mesmo tempo em que a marca dialoga com novos públicos.

Segundo Lourdes, a longevidade de uma marca está diretamente ligada à relação construída com o consumidor ao longo do tempo. “Quando uma marca consegue se manter presente na vida das pessoas por décadas, isso significa que ela construiu algo que vai além do produto. Existe uma memória afetiva, uma confiança que passa de geração para geração”, afirma.

Para ela, preservar a essência sem deixar de evoluir é um dos principais desafios das empresas tradicionais. “A inovação é importante, mas ela precisa caminhar junto com a história da marca. O consumidor valoriza essa continuidade, essa sensação de que o produto que ele conhece continua sendo o mesmo”, completa.

Em um cenário em que muitas empresas surgem e desaparecem rapidamente, marcas que atravessam gerações mostram que consistência, identidade forte e conexão com o consumidor continuam sendo pilares fundamentais para construir uma trajetória duradoura no mercado brasileiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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