RH entra na era da soberania de dados

RH entra na era da soberania de dados

Masterclass reuniu especialistas para discutir governança, autonomia informacional e os riscos da dependência tecnológica na gestão de pessoas

A digitalização colocou o RH no centro da estratégia das empresas. Mas esse avanço trouxe um novo desafio: o controle sobre os próprios dados. Em 2026, soberania de dados deixou de ser um tema técnico e passou a ser uma questão de governança para quem lidera pessoas.

O tema foi discutido na Masterclass RH: Soberania de Dados, promovida pela Employer Recursos Humanos, que reuniu especialistas para analisar como o avanço das tecnologias ampliou as possibilidades do setor e, ao mesmo tempo, aumentou a dependência de plataformas externas para acessar informações essenciais.

Hoje, o RH concentra grande parte dos dados da empresa, como informações sobre colaboradores, produtividade, desempenho e clima organizacional. Ainda assim, muitas organizações enfrentam dificuldades para transformar esses dados em inteligência estratégica. Informações espalhadas em diferentes sistemas, acesso limitado e falta de governança estiveram entre os principais obstáculos apontados.

Esse cenário traz riscos. Sem controle sobre seus dados, o RH perde agilidade, reduz sua autonomia e tem mais dificuldade para influenciar decisões com base em evidências.

Dados como ativo estratégico

Especialistas avaliaram que a soberania de dados deixou de ser apenas um tema tecnológico e passou a ocupar espaço nas decisões de gestão. O conceito envolve a capacidade de controlar, acessar e organizar as informações da empresa, garantindo segurança, integridade e autonomia.

A masterclass aprofundou discussões realizadas no Employer Summit 2025, evento que reuniu profissionais de grandes empresas para debater os impactos da tecnologia na gestão de pessoas. A proposta foi refletir sobre como o uso de dados vem transformando o papel do RH e quais caminhos podem estruturar uma governança mais eficiente.

Participaram do encontro David Araújo, especialista em inteligência artificial orientada a dados na Sonda; Rones Tassi, HR Senior Manager da Bracell; e Leandro Miranda, diretor jurídico da Associação Nacional de Bureaus da Informação (ANBI).

Durante o debate, os especialistas abordaram desde os limites da dependência tecnológica até os modelos necessários para garantir mais autonomia informacional ao RH. Também discutiram como a governança de dados pode reduzir riscos, melhorar a qualidade das decisões e fortalecer a estratégia das empresas.

A iniciativa foi voltada a executivos e profissionais que ocupam posições de liderança ou influência nas organizações. O objetivo foi ampliar o debate sobre a gestão de dados e incentivar um papel mais ativo do RH na construção de modelos de governança.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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