Checklist NR-1: 5 ajustes na gestão de escalas para colocar em prática nos próximos 90 dias

Checklist NR-1: 5 ajustes na gestão de escalas para colocar em prática nos próximos 90 dias

Usar tecnologia e dados ajuda a identificar excessos e a tomar decisões mais assertivas

Prevista para entrar em vigor no dia 25 de maio próximo, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) elevou a organização do trabalho (escalas, férias e períodos de descanso) a uma posição ainda mais estratégica nas empresas brasileiras. Embora não defina modelos de jornada, a NR-1 exige que as empresas identifiquem, avaliem e controlem riscos relacionados à organização do trabalho dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).

Levantamento da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, com mais de 33 mil empresas clientes e mais de 1 milhão de trabalhadores formais que bate ponto pelo SuperApp VR avaliou que entre os profissionais que atuam na escala 6×1, 15% acumularam jornadas entre 44 e 54 horas semanais, caracterizadas como excesso moderado, e 3% trabalham entre 54 e 64, faixa considerada de excesso mais significativo. Na comparação com a escala 5×2, há uma diminuição expressiva do número de horas acumuladas, sendo 6,7% de excesso moderado e 0,4% de excesso significativo.

Os dados não indicam irregularidade por si só, mas sinalizam padrões que merecem acompanhamento mais próximo pelas empresas, sobretudo com a entrada da NR-1. Segundo a base de dados dos clientes que utilizam os serviços de escala e acompanhamento de jornada da VR, os setores que mais utilizam a escala 6×1 são: comércio (49%), seguido por bares e restaurantes (16%), saúde (8%), teleatendimento (5%), serviços administrativos (5%), administração imobiliária e predial (5%), reparação de veículos (4%), transporte (3%) e indústria (3%).

Segundo Cássio Carvalho, diretor-executivo de negócios da VR, quanto menor o nível de controle e acompanhamento das escalas, mais complexo se torna administrar a carga horária, o que acaba resultando no acúmulo de horas-extras e os negócios que operam com escalas intensivas, alta rotatividade e pouco uso de dados para gestão tendem a enfrentar mais desafios para se adequar às exigências da NR-1, especialmente no que diz respeito à identificação e prevenção de riscos psicossociais.

Prioridade

“O cuidado com as pessoas precisa ser prioridade estratégica dos negócios. Iniciativas que promovem equilíbrio entre vida pessoal e profissional, descanso adequado e acompanhamento de jornada deixam de ser ações pontuais e passam a integrar a cultura organizacional, protegendo os trabalhadores e fortalecendo a sustentabilidade das empresas no longo prazo”, avalia o executivo.

“Com o nosso Painel de Risco, por exemplo, nossos clientes têm maior previsibilidade quanto na gestão de indicadores como horas-extras, interjornadas e faltas e assim podem agir com planos de ação a fim de mitigar complicações futuras”, sugere. Já segundo cálculos do Painel de Impacto Social, também desenvolvido pela VR, as empresas que utilizam os serviços de RH Digital economizaram mais de R$ 1 bilhão com processos trabalhistas, turnover e controle de jornada até novembro do ano passado.

5 ajustes na gestão de pessoas da sua empresa para colocar em prática nos próximos 90 dias

1. Mapear onde há acúmulo recorrente de horas-extras: Analisar registros de ponto ajuda a identificar padrões que se repetem ao longo do tempo

2. Comparar escalas diferentes dentro da mesma operação: Dados permitem avaliar como modelos como 5×2 e 6×1 se comportam na prática, além do previsto em contrato

3. Revisar pausas e períodos de descanso: A NR-1 reforça a importância de rotinas claras e acompanhadas, evitando informalidade na gestão do tempo

4. Gerenciar jornada e escalas: Indicadores de horas trabalhadas e extras devem fazer parte do gerenciamento de riscos ocupacionais

5. Usar tecnologia para acompanhamento contínuo: Ferramentas digitais facilitam o monitoramento, a rastreabilidade e a tomada de decisão preventiva

É importante observar que o descumprimento das exigências previstas na norma pode gerar autuações pela fiscalização do trabalho. Empresas que não implementarem o PGR ou deixarem de identificar e controlar adequadamente os riscos ocupacionais ficam sujeitas às penalidades previstas na legislação trabalhista, incluindo multas administrativas e até mesmo interdição das atividades da empresa, em casos mais graves.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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