Corridas de app sobem até 64,5% em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo

Corridas de app sobem até 64,5% em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo

Demanda por corridas na Copa de 2022 cresceu 15,4%

A Copa do Mundo de 2022 não alterou apenas a rotina dos torcedores dentro de casa ou nos bares. Os dados de mobilidade mostram que ela também reorganizou um comportamento menos visível, mas consistente: o de deslocamento urbano imediatamente antes dos jogos da Seleção Brasileira. Levantamento da Machine, com base em corridas de aplicativos entre novembro e dezembro daquele ano, indica que a demanda por viagens cresceu, em média, 15,4% nas duas horas que antecederam as partidas do Brasil.

Para a Copa do Mundo de 2026, a tendência é de que a alta no preço das corridas deve se repetir.

O efeito aparece de forma mais clara nos jogos de maior apelo e em horários de trabalho. No confronto contra a Croácia, disputado ao meio-dia, o volume de corridas no momento do apito inicial foi 64,5% superior à média registrada para sextas-feiras no mesmo horário. Nas duas horas anteriores, o crescimento chegou a 26,1%, sugerindo antecipação de deslocamentos para evitar trânsito, garantir chegada a locais de transmissão ou simplesmente reorganizar a rotina em torno da partida.

Esse padrão se repetiu ao longo do torneio. Na estreia contra a Sérvia, às 16h, as corridas ficaram 27,9% acima da média de quintas-feiras no horário de início. Contra a Suíça, às 13h, a alta foi de 33,8% em relação às segundas-feiras. Já diante de Camarões, também às 16h, o avanço chegou a 38,7%. Em todos os casos, o movimento indica um mesmo comportamento: a Copa atua como um gatilho de reorganização temporal da cidade, com impacto direto na circulação.

Nas oitavas de final, contra a Coreia do Sul, o efeito se intensificou. No horário do apito inicial, o volume de corridas foi 47,7% maior do que a média das segundas-feiras no mesmo período. Nas duas horas anteriores ao jogo, a demanda ainda cresceu 16,6%, mantendo o padrão de antecipação observado nos demais confrontos.

Com a Copa do Mundo de 2026 no horizonte, a tendência é que esse movimento se repita. A competição deve concentrar deslocamentos em horários específicos ao longo de mais de um mês, especialmente em partidas da Seleção Brasileira. “Em fases eliminatórias, quando a audiência e o nível de mobilização tendem a aumentar, o efeito sobre a demanda urbana pode ser ainda mais concentrado, com impacto direto em transporte, serviços de mobilidade e dinâmica das cidades durante os jogos”, diz Júlia Camossaestatística responsável pela plataforma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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