Brasil lidera crescimento entre os 15 maiores mercados globais de viagens corporativas

Brasil lidera crescimento entre os 15 maiores mercados globais de viagens corporativas

Projeção aponta expansão de 13,8% e movimentação de cerca de R$ 183 bilhões em 2026

O mercado brasileiro de viagens corporativas deverá movimentar US$ 35,8 bilhões em 2026, o equivalente a aproximadamente R$ 183 bilhões, consolidando o país entre os dez maiores do mundo. Além de integrar o Top 10 global, o Brasil apresenta a maior projeção de crescimento entre os 15 principais mercados, com alta estimada de 13,8%. Os dados foram apresentados na abertura da Global Business Travel Association (GBTA) Convention 2026, realizada em Chicago e que segue até esta quarta-feira (5).

As projeções fazem parte do Relatório Anual e Previsão Global 2026 do Business Travel Index (BTI) e mostram que o ritmo de expansão do mercado brasileiro supera o de economias como Japão (10%), Estados Unidos (6,7%), Alemanha (6,7%) e China (5,9%). Para a presidente da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (ALAGEV), Joyce Macieri, o desempenho reflete o amadurecimento do setor e o reconhecimento das viagens presenciais como ferramenta de geração de negócios.

“Depois de um período de transformação, as empresas passaram a avaliar com maior precisão quando a presença física realmente faz diferença. O resultado é um mercado menos baseado em volume e muito mais orientado por valor, relacionamento e geração de oportunidades. Esse é um movimento que fortalece toda a cadeia de viagens e eventos corporativos e coloca o Brasil em uma posição relevante no cenário internacional”.

Projeção mundial

A pesquisa da GBTA revela ainda que o mercado global deverá alcançar US$ 1,71 trilhão (cerca de R$ 8,7 trilhões) em gastos com viagens corporativas neste ano, um crescimento de 7,2% em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o número de deslocamentos deve chegar a 1,84 bilhão de viagens, alta de 1,3% se comparado com 2025. Segundo Joyce, a diferença entre o crescimento dos investimentos e do volume de viagens mostra uma transformação importante na forma como as organizações encaram o deslocamento corporativo.

“Os dados mostram que as empresas continuam investindo em viagens, mas com critérios muito mais claros. O foco deixa de ser simplesmente viajar e passa a ser gerar resultado. Cada deslocamento precisa estar conectado a objetivos estratégicos, relacionamento com clientes, desenvolvimento de negócios, inovação ou fortalecimento das equipes. Esse movimento amplia a importância da gestão profissional das viagens corporativas dentro das organizações”, ressalta.

O papel do gestor de viagens

Além das projeções econômicas, a sessão de abertura da GBTA Convention trouxe uma pesquisa realizada em maio deste ano com 4,7 mil viajantes de negócios de diferentes países.  Os resultados mostram que 74% afirmam viajar na mesma frequência ou mais do que antes da pandemia, indicando a recuperação da atividade. O levantamento também aponta que as viagens internacionais retomaram força, ainda que com ajustes nas políticas corporativas, e identifica uma tendência de deslocamentos mais intencionais, orientados pelo retorno sobre investimento (ROI), além do uso crescente de ferramentas digitais na gestão das viagens.

Para a presidente da ALAGEV, esse cenário amplia o papel estratégico dos gestores de viagens e eventos dentro das empresas. “Mais do que negociar fornecedores ou controlar despesas, esses profissionais passam a contribuir para decisões relacionadas à produtividade, à experiência do colaborador, à sustentabilidade e aos resultados do negócio. A viagem corporativa deixou de ser apenas uma operação logística. Hoje ela faz parte da estratégia das empresas e precisa ser gerenciada com dados, tecnologia e indicadores que demonstrem seu impacto para o negócio. Isso exige profissionais cada vez mais preparados para conectar mobilidade, eventos, gestão financeira e experiência do viajante”, completa.

Crédito da imagem: Pixabay

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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