Em tempos de desconfiança, caixa organizado vira vantagem competitiva para PMEs

Em tempos de desconfiança, caixa organizado vira vantagem competitiva para PMEs
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Com quase metade das micro e pequenas empresas fechando por descontrole financeiro, especialista em gestão financeira lista cinco passos para blindar o caixa em 2026

O varejo brasileiro enfrenta um cenário de maior pressão sobre a gestão financeira. Segundo o Sebrae, 48% das micro e pequenas empresas encerram as atividades por falta de planejamento financeiro e descontrole de caixa, enquanto apenas 35% das PMEs fazem o fechamento financeiro mensal com análise de margem e encargos.

Para Henrique Carbonell, cofundador e CEO da F360, plataforma líder em gestão financeira para redes varejistas e franquias, o principal desafio está na qualidade das informações para a tomada de decisão. “Empresas que enxergam seus números em tempo real conseguem se antecipar às mudanças do mercado. Quem só descobre o problema no fechamento do mês já está correndo atrás do prejuízo”, explica.

Com base na atuação da F360 junto a redes de franquias e varejistas de diferentes portes, Carbonell reuniu cinco recomendações práticas para PMEs que querem transformar a gestão financeira em ferramenta de proteção neste momento de mercado.

  1. Transforme o fluxo de caixa em rotina, não em tarefa de fim de mês

Projetar entradas e saídas para os próximos 30, 60 e 90 dias deveria ser hábito semanal, não um exercício isolado no fechamento mensal. “Em um cenário de juros altos e crédito mais caro, antecipar um aperto de caixa em semanas, e não em dias, muda completamente a margem de negociação da empresa“, explica Carbonell.

  1. Centralize os dados de todas as unidades ou lojas em um único painel

Para redes de franquia e varejistas com múltiplos pontos de venda, informações espalhadas em planilhas paralelas e sistemas diferentes por loja escondem riscos que só aparecem tarde demais. Consolidar os dados financeiros em uma visão única é o que permite comparar desempenho entre unidades e agir antes que um problema pontual vire sistêmico.

  1. Acompanhe margem por produto e por unidade, não só o faturamento total

Faturar mais não significa necessariamente lucrar mais. Com o consumidor mais seletivo e o tíquete médio em queda em diversos segmentos, monitorar a margem de cada produto e de cada loja separadamente é o que permite redirecionar investimento para o que efetivamente dá retorno.

  1. Negocie dívidas e crédito com dados em mãos, não com intuição

Com a Selic em patamar elevado e o crédito mais seletivo, empresas com informações financeiras organizadas e conformidade em dia chegam à mesa de negociação com bancos e fornecedores em posição mais forte. “Dado estruturado é moeda de negociação. Nenhuma empresa consegue negociar prazo ou taxa de igual para igual sem números confiáveis“, pontua o CEO da F360.

  1. Troque a planilha pela automação e o improviso pelo processo

Substituir controles manuais por sistemas de gestão financeira integrados reduz erros de lançamento, melhora a conformidade fiscal e libera tempo do empreendedor para decisões estratégicas. Segundo Carbonell, esse é o passo que sustenta todos os outros: “Tecnologia não substitui a decisão do gestor, mas garante que essa decisão seja tomada com base na realidade do negócio, não na sensação do mês“.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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