O que acontece com o lixo depois que ele sai do condomínio?

O que acontece com o lixo depois que ele sai do condomínio?

Eko Bee ampliou a operação própria de coleta em duas cidades

Quando o caminhão recolhe os resíduos de um condomínio, a gestão do lixo não termina. Saber quanto foi coletado, com que frequência, qual parcela é reciclável e quanto retorna como rejeito são alguns dos indicadores que permitem acompanhar o que acontece depois que os sacos deixam as áreas comuns dos edifícios.

Um relatório do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), divulgado em agosto de 2026 com base em informações coletadas em outubro de 2025, mostra que esse acompanhamento ainda apresenta dificuldades em parte dos municípios paranaenses. O levantamento avaliou 397 das 399 prefeituras do Estado. Apenas 145 declararam realizar estudos de composição gravimétrica dos resíduos, ferramenta utilizada para identificar os
materiais que compõem o lixo gerado.

O diagnóstico também apontou que, entre os 295 municípios que informaram possuir Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, 194 disseram realizar pesagem sistemática dos resíduos. Além disso, 67 municípios não tinham plano formal de gestão de resíduos ou plano de saneamento com conteúdo específico sobre o tema. Segundo o TCE-PR, mais de 1 milhão de pessoas vivem nessas localidades.

A dificuldade de transformar o lixo em dados não se restringe à gestão pública. Nos condomínios, acompanhar o volume coletado, a frequência das coletas e a quantidade de rejeitos também permite identificar problemas e avaliar se a separação dos materiais está funcionando. É esse tipo de acompanhamento que faz parte da operação da Eko Bee na Grande Curitiba.

Mais de 100 condomínios são atendidos

A empresa atende atualmente mais de 100 condomínios, alcançando mais de 17 mil unidades habitacionais. Por mês, são mais de 350 toneladas de resíduos orgânicos e cerca de 45 toneladas de recicláveis coletadas. A operação inclui coleta, logística, orientação de moradores e funcionários e acompanhamento dos resultados.

Desde junho de 2026, a Eko Bee passou a realizar com frota própria as operações em Araucária e São José dos Pinhais. A mudança envolveu a aquisição de caminhões, a expansão do sistema e o aumento da equipe. Segundo o cofundador da empresa, Rubens Lopes, o modelo trouxe ganhos principalmente em flexibilidade, rastreabilidade e monitoramento da operação.

“Com a operação própria, ganhamos principalmente em flexibilidade, rastreabilidade e monitoramento da operação. Isso nos permite acompanhar mais de perto o que acontece no dia a dia e ter maior controle sobre a execução das coletas”, afirma Lopes.

O acompanhamento da operação inclui indicadores como volume coletado, frequência das coletas e redução de rejeitos. A empresa também trabalha com orientação contínua de moradores e treinamento das equipes dos condomínios, associando os dados da coleta à educação para o descarte correto.

A adoção da frota própria em Araucária e São José dos Pinhais não representa uma ampliação da área de atuação da empresa, que continua presente em sete cidades de Curitiba e região metropolitana. A mudança está na forma de executar as operações nessas duas localidades, com maior controle direto sobre a coleta e o acompanhamento dos serviços.

O diagnóstico do TCE-PR ajuda a dimensionar a importância de transformar resíduos em informação. Para o Tribunal, a ausência de dados e de mecanismos de acompanhamento dificulta o planejamento e o controle dos serviços de gestão de resíduos. Nos condomínios, a escala é menor, mas a lógica permanece: depois que o lixo deixa a unidade ou a área comum, ainda existe uma operação a ser acompanhada. Saber quanto é coletado, como a separação está funcionando e quais materiais se transformam em rejeitopermite identificar problemas e ajustar o processo, antes que o resíduo simplesmente desapareça do campo de visão de quem o descartou.

Crédito da foto: Divulgação Eko Bee

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *