Pesquisas eleitorais influenciam no preço do dólar e ativos brasileiros

Investidores devem ter cautela para não transformar um movimento de curto prazo em uma tendência definitiva
A reação do mercado às pesquisas eleitorais mostra como o cenário político já entrou de vez na formação dos preços dos ativos brasileiros. Segundo Jaqueline Neo, especialista em Câmbio e Crédito da be.smart, a queda do dólar para a casa de R$ 5,10 e a forte alta da Bolsa de Valores refletem menos uma mudança imediata nos fundamentos da economia e mais uma mudança na percepção dos investidores sobre o cenário para 2027.
O ponto importante é que o mercado está antecipando possíveis mudanças na condução da política econômica e fiscal. “Quando uma pesquisa altera a percepção sobre o resultado eleitoral ou sobre o perfil do próximo governo, isso rapidamente aparece nos preços dos ativos”, alerta a especialista.
É preciso cautela para não transformar um movimento de curto prazo em uma tendência definitiva. “O câmbio e a Bolsa continuam sujeitos a fatores externos, às contas públicas e, principalmente, à evolução das próprias eleições. Até outubro, provavelmente veremos bastante volatilidade” prevê Jaqueline.
Em outras palavras: o mercado não está necessariamente “apostando” em um candidato, mas reagindo ao cenário que considera mais favorável ou menos arriscado para os ativos brasileiros.








