FIDCs acumulam R$ 56 bilhões em captação líquida até setembro

FIDCs acumulam R$ 56 bilhões em captação líquida até setembro

Número de classes aumenta 13% de outubro de 2025 a setembro de 2026 e patrimônio líquido supera os R$ 900 bilhões

 Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) mantêm trajetória de crescimento em 2026. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), divulgados em outubro no Boletim de Fundos de Investimento, mostram que a classe acumulou captação líquida de R$ 56 bilhões entre janeiro e setembro. No mesmo período, o patrimônio líquido dos FIDCs avançou de R$ 760,2 bilhões, em dezembro de 2025, para R$ 902,2 bilhões, alta de aproximadamente 19%.

“O crescimento dos FIDCs reflete uma combinação de fatores. O nível de juros favorece a procura por crédito privado, mas existe também um processo de amadurecimento do mercado, com maior conhecimento sobre as características desses veículos e sobre seu papel na diversificação das carteiras. É uma classe que ganhou relevância dentro da indústria e que hoje atende a diferentes estratégias de investimento”, diz Jonatas Ortega, diretor de Custódia da CVPAR.

Outro indicador da expansão da indústria é o crescimento do patrimônio dos FIDCs destinados ao varejo, que passou de R$ 2,7 bilhões, em dezembro de 2025, para R$ 5,1 bilhões, em agosto de 2026, alta de aproximadamente 89%. O número de classes de FIDCs também aumentou, de 3.785, em outubro de 2025, para 4.270, em setembro de 2026, avanço de cerca de 13%.

Critérios na análise de crédito

Para Ortega, o crescimento dos FIDCs destinados ao varejo reforça a importância de critérios rigorosos de análise de crédito, governança e monitoramento dos ativos.

“À medida que os FIDCs ampliam sua presença entre os investidores de varejo, aspectos como governança, análise dos recebíveis, critérios de elegibilidade, subordinação e monitoramento das carteiras ganham ainda mais importância. O crescimento sustentável da indústria depende da combinação entre escala, qualidade dos ativos e robustez das estruturas”, afirma.

O avanço dos FIDCs ocorre em sentido diferente de outras classes. Até setembro, os fundos de ações acumulavam saída líquida de R$ 10,9 bilhões, enquanto os multimercados registravam resgates de R$ 9,3 bilhões

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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