Importação de relógios cresce 42% no Brasil

Importação de relógios cresce 42% no Brasil

Suíça domina mercado e modelos podem superar R$ 100 mil

O Brasil aumentou em 41,9% o valor gasto com a importação de relógios de pulso nos primeiros oito meses de 2026. Foram US$ 103,7 milhões entre janeiro e agosto, contra US$ 73,1 milhões no mesmo período de 2025, segundo dados do Comex Stat, plataforma do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A Suíça, que concentra algumas das principais grifes globais, lidera esse mercado com ampla vantagem: respondeu por US$ 58,5 milhões, ou 56,4% de todo o valor importado. Entre os automáticos, segmento que inclui modelos de luxo e movimentou US$ 38,5 milhões no período, alta de 33,7% em um ano, a participação suíça chegou a 89%.

A alta movimenta uma cadeia logística com características pouco usuais no comércio exterior. Diferentemente de operações em que toneladas e metros cúbicos determinam a complexidade do transporte, relógios de alto padrão podem concentrar milhões de reais em poucos quilos e volumes. A Cronos Logistics, um dos 50 maiores agentes de carga do Brasil, que atua na importação de relógios de luxo suíços, movimentou em média US$ 2,5 milhões (aproximadamente R$ 11,5 milhões) nos processos realizados nos últimos anos. Essas operações geralmente envolvem transporte aéreo e levam, em média, 01 dia entre a origem e o destino.

“Quando se transporta uma mercadoria que concentra um valor muito alto, a lógica da operação muda. Segurança, rastreabilidade e cumprimento dos prazos ganham ainda mais peso, porque qualquer atraso ou falha pode representar uma exposição financeira relevante. É um trabalho que começa muito antes do embarque, com planejamento da rota, avaliação dos pontos críticos e acompanhamento da carga até a entrega”, afirma Matheus F. Bernardes, CEO da Cronos Logistics. Segundo ele, um único relógio de luxo pode ultrapassar os R$ 100 mil.

Para Fábio Rengel, COO da Cronos Logistics, cargas de alto valor também mostram como a eficiência no comércio exterior depende cada vez mais da capacidade de adaptar a operação ao perfil de cada mercadoria. “Não existe uma única lógica para transportar cargas internacionais. Uma mercadoria pode ocupar poucos volumes e, ainda assim, exigir uma operação altamente controlada. Nesse tipo de embarque, é preciso coordenar transporte, seguro, documentação, desembaraço aduaneiro e entrega para reduzir o tempo de exposição e manter a previsibilidade em todas as etapas”, explica.

Com escritórios em seis estados brasileiros e nos Estados Unidos, a Cronos atua na gestão de cargas internacionais e acompanha operações com diferentes níveis de complexidade. No segmento de relógios de alto padrão, a carga é rastreada em tempo real, com acompanhamento 24h, desde a coleta na origem até a entrega no Brasil, além de seguro compatível com o valor das mercadorias e coordenação antecipada da documentação aduaneira. O objetivo é reduzir conexões e o tempo de permanência da carga em terminais.

Crédito da foto: Magnific

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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