Indústria recua em 10 dos 15 locais pesquisados em agosto

Indústria recua em 10 dos 15 locais pesquisados em agosto

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial avançou 0,6%

Em agosto de 2026, a produção industrial nacional recuou 0,6% frente ao mês anterior, na série com ajuste sazonal, com dez dos quinze locais pesquisados apresentando resultados negativos, informou nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As reduções mais acentuadas ocorreram no Pará (-7,3%), Amazonas (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,5%). Minas Gerais registrou variação nula (0,0%). Já a Bahia (3,7%) apontou a expansão mais elevada.

A média móvel trimestral foi de -0,7%, com resultados negativos em doze dos quinze locais pesquisados. Os recuos mais acentuados foram registrados por Pará (-4,6%), Ceará (-2,8%), Pernambuco (-2,0%), Amazonas (-1,9%) e Mato Grosso (-1,9%). Por outro lado, Bahia (1,9%) mostrou o avanço mais elevado em agosto de 2026.

Frente a agosto de 2025, na série sem ajuste sazonal, a indústria recuou 1,2% em agosto de 2026, com 12 dos 18 locais pesquisados apontando redução na produção. As quedas mais intensas foram registradas no Pará (-19,8%) e Maranhão (-11,2%).

No acumulado dos últimos 12 meses, o setor industrial avançou 0,6%, com taxas positivas em sete dos 18 locais pesquisados.

Indicadores Conjunturais da IndústriaResultados RegionaisAgosto de 2026
Locais Variação (%)
Agosto 2026/
Julho 2026*
Agosto 2026/
Agosto 2025
Acumulada
Janeiro-Agosto
Acumulada
em 12 Meses
Amazonas-5,70,5-2,5-1,0
Pará-7,3-19,8-5,4-5,7
Região Nordeste-0,5-2,70,90,7
Maranhão–-11,2-6,9-5,7
Ceará-3,6-7,8-3,8-2,4
Rio Grande do Norte–0,1-10,7-8,1
Pernambuco-2,5-0,713,910,0
Bahia3,7-3,0-4,4-3,3
Minas Gerais0,00,50,71,3
Espírito Santo-2,58,017,719,4
Rio de Janeiro1,18,36,96,8
São Paulo-0,2-2,5-0,7-1,7
Paraná1,0-1,3-1,1-1,4
Santa Catarina-1,5-0,7-1,4-0,6
Rio Grande do Sul-4,5-0,83,73,8
Mato Grosso do Sul–3,87,1-0,5
Mato Grosso1,0-4,42,0-1,0
Goiás-1,1-0,42,02,8
Brasil-0,6-1,20,80,6
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas
* Série com Ajuste Sazonal 

Maiores quedas

Pará (-7,3%), Amazonas (-5,7%) e Rio Grande do Sul (-4,5%) assinalaram as reduções mais acentuadas, com o primeiro local marcando o quinto mês seguido de queda, período em que acumulou perda de -19,5%; o segundo eliminando parte do avanço de 14,3% verificado no mês anterior; e o último interrompendo dois meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou ganho de 6,4%. Ceará (-3,6%), Pernambuco (-2,5%), Espírito Santo (-2,5%), Santa Catarina (-1,5%) e Goiás (-1,1%) também registraram recuos mais intensos do que a média nacional (-0,6%), enquanto Região Nordeste (-0,5%) e São Paulo (-0,2%) completaram o conjunto de locais com queda na produção em agosto de 2026. Minas Gerais, ao assinalar variação nula (0,0%) neste mês, repetiu o patamar de produção de julho de 2026.

Maiores altas

Por outro lado, Bahia (3,7%) apontou a expansão mais elevada em agosto de 2026 e marcou o terceiro mês consecutivo de crescimento, período em que acumulou ganho de 5,8%. Rio de Janeiro (1,1%), Mato Grosso (1,0%) e Paraná (1,0%) também mostraram resultados positivos em agosto de 2026.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou queda de -0,7% no trimestre encerrado em agosto de 2026 frente ao nível do mês anterior e permaneceu com o comportamento negativo registrado em julho (-0,9%) e junho de 2026 (-0,5%), quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em janeiro de 2026.

Em termos regionais, 12 dos 15 locais pesquisados apontaram taxas negativas neste mês. Os recuos mais acentuados foram registrados por Pará (-4,6%), Ceará (-2,8%), Pernambuco (-2,0%), Amazonas (-1,9%) e Mato Grosso (-1,9%). Por outro lado, Bahia (1,9%) assinalou o avanço mais elevado em agosto de 2026.

Na comparação com agosto de 2025, o setor industrial assinalou recuo de 1,2% em agosto de 2026, com doze dos dezoito locais pesquisados apontando redução na produção. Vale citar que agosto de 2026 (21 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês do ano anterior (21).

Pará (-19,8%) e Maranhão (-11,2%) registraram quedas de dois dígitos e as mais acentuadas neste mês, pressionadas, principalmente, pelo comportamento negativo observado nas atividades de indústrias extrativas (minérios de ferro, de cobre e de manganês – em bruto ou beneficiados), no primeiro local; e de produtos alimentícios (pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias e confeitarias, carnes de bovinos frescas, refrigeradas ou congeladas, sobremesas prontas para consumo e farinha de trigo), metalurgia (óxido de alumínio) e indústrias extrativas (gás natural), no segundo.

Ceará (-7,8%), Mato Grosso (-4,4%), Bahia (-3,0%), Região Nordeste (-2,7%), São Paulo (-2,5%) e Paraná (-1,3%) também registraram recuos mais intensos do que a média nacional (-1,2%), enquanto Rio Grande do Sul (-0,8%), Pernambuco (-0,7%), Santa Catarina (-0,7%) e Goiás (-0,4%) completaram o conjunto de locais com redução na produção no índice interanual de agosto de 2026.

Por outro lado, Rio de Janeiro (8,3%) e Espírito Santo (8,0%) assinalaram os avanços mais elevados em agosto de 2026, impulsionados, em grande parte, pelas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo e gás natural) e produtos químicos (preparações capilares, polietileno linear, herbicidas e inseticidas para uso na agricultura, xampus para cabelos e polipropileno), no primeiro local; e de indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados, óleos brutos de petróleo e gás natural), no segundo.

Mato Grosso do Sul (3,8%), Minas Gerais (0,5%), Amazonas (0,5%) e Rio Grande do Norte (0,1%) registraram os demais resultados positivos no índice interanual de agosto de 2026.

No confronto entre o primeiro e o segundo quadrimestres de 2026, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, onze dos dezoito locais pesquisados mostraram perda de dinamismo, acompanhando, assim, o movimento observado no total nacional, que passou de 1,8% para 0,0%.

Em termos regionais, Pernambuco (de 26,5% para 4,1%), Espírito Santo (de 25,5% para 11,3%), Pará (de 0,4% para -9,9%), Maranhão (de -4,3% para -9,3%), Região Nordeste (de 3,3% para -1,3%) e Mato Grosso (de 4,2% para 0,2%) apontaram as reduções mais acentuadas, enquanto Rio Grande do Norte (de -17,7% para -3,6%) e Santa Catarina (de -2,6% para -0,2%) assinalaram os principais ganhos entre os dois períodos.

O acumulado nos últimos 12 meses, ao avançar 0,6% em agosto de 2026, permaneceu com resultado positivo, após registrar 0,6% em julho e 0,7% em junho de 2026. Em termos regionais, sete dos dezoito locais pesquisados registraram taxas positivas em agosto de 2026, mas oito apontaram menor dinamismo frente aos índices de julho último. Pará (de -3,3% para -5,7%), Espírito Santo (de 20,1% para 19,4%) e Bahia (de -2,7% para -3,3%) assinalaram as perdas mais acentuadas entre julho e agosto de 2026, enquanto Mato Grosso do Sul (de -3,0% para -0,5%), Amazonas (de -1,9% para -1,0%), Mato Grosso (de -1,8% para -1,0%) e Minas Gerais (de 0,8% para 1,3%) mostraram os principais ganhos entre os dois períodos.

Crédito da foto: AEN

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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