Mesmo com bolso apertado, 56% dos brasileiros vão manter ou aumentar gastos no Dia das Crianças

Mesmo com bolso apertado, 56% dos brasileiros vão manter ou aumentar gastos no Dia das Crianças

 Brinquedos e roupas aparecem entre os itens mais procurados

Às vésperas do Dia das Crianças, a data tradicionalmente associada a presentes, passeios e momentos em família chega em um cenário de maior cautela com o orçamento. Pesquisa realizada pela Hibou em parceria com o Score Group mostra que 41% dos brasileiros pretendem gastar menos neste ano porque estão com a situação financeira mais apertada. Mesmo assim, 56% dizem que vão manter ou aumentar os gastos em relação aos anos anteriores, e 70% dos que pretendem desembolsar algum valor devem gastar até R$250.

Mais uma data comercial?

A percepção sobre a data está dividida. Para 41% dos brasileiros, o Dia das Crianças é “só mais uma data comercial”. Outros 25% enxergam a ocasião como um dia para aproveitar ao lado das crianças de suas vidas, enquanto 14% atribuem à data uma simbologia importante.

Há ainda quem associe o período à saudade da infância: 7% dizem sentir uma “saudade imensa” e 5% veem a data como uma oportunidade de voltar a ser criança e se divertir sem preocupações. Para 3%, é uma oportunidade de viajar e 5% não se identificam com nenhuma das alternativas.

Sobrinhos conquistam o pódio dos presentes 

Quem mais deve receber atenção no Dia das Crianças são os sobrinhos, citados por 48% dos entrevistados. Filhos aparecem em segundo lugar, com 35%, seguidos por afilhados (23%) e netos (19%).

Também entram na lista filhos de amigos (10%), primos (8%), crianças apoiadas em ações sociais (8%), o próprio entrevistado (7%) e irmãos (3%).

A relação cotidiana com essas crianças, no entanto, é bastante diversa. Para 25%, o presenteado mora com o entrevistado e os dois fazem tudo juntos. Outros 28% encontram a criança apenas em passeios e festas, enquanto 23% marcam dias para passarem tempo juntos. Há ainda quem dê suporte à rotina diária (12%), quem tenha uma criança crescida que já não mora em casa (9%) e quem mantenha uma relação por meio de trabalho voluntário (8%).

Criança deixa de ser “criança” para não ganhar presente?

Mais da metade dos entrevistados (54%) considera que a idade para ganhar presente no Dia das Crianças vai até os 10 anos. Outros 19% estendem esse período até os 15 anos e 2% até os 18.

Na outra ponta, 5% acreditam que a idade limite é 5 anos. Para 19%, porém, a infância não tem idade definida: todo mundo teria uma criança dentro de si.

Brinquedos ainda são os preferidos, mas roupas ganham espaço

Na hora de escolher o presente, brinquedos continuam na liderança, citados por 40% dos entrevistados. Vestuário vem logo atrás, com 37%, seguido por passeios em parques e exposições (33%), livros (30%) e kits de montar (29%).

Também aparecem jogos educativos (26%), jogos de tabuleiro (25%), games (21%), atividades de “faça você mesmo” (20%), calçados (19%), brinquedos menores que estão na moda (15%), eletrônicos (15%), colecionáveis (14%), produtos esportivos (12%), itens comestíveis (10%), créditos em plataformas digitais (7%), artesanato (6%), viagens (4%) e RPGs (1%).

O melhor presente é o que a criança realmente gosta

Para 71%, um bom presente é aquele que sabem que a criança gosta. Estar junto aparece como a segunda resposta mais citada, com 26%, seguida por oferecer uma novidade que a criança não espera (25%).

Itens educativos foram apontados por 23%, enquanto 21% valorizam presentes úteis para a rotina. Ter um bom preço aparece para 16%, ser personalizado para 6% e ser de uma marca conhecida para apenas 1%.

Cinema com pipoca 

Entre as opções apresentadas na pesquisa, 60% consideram um passeio no shopping com direito a pipoca e cinema um bom presente para o Dia das Crianças. Uma ida a um fast food aparece em seguida, com 33%, enquanto 27% escolheriam um café da manhã com lanches, bebidas e um pequeno brinde.Também foram citados kits ou combos de doces (26%), chocolates temáticos (13%) e produtos de higiene e beleza infantil (13%).

Além disso, 32% afirmam que fazem uma compra extra de sorvete durante o mês das crianças. Ingressos para cinema ou parque aparecem em 25% das respostas, seguidos por roupas (22%), doces (20%), balas e chocolates (19%), biscoitos e bolachas (12%) e fantasias (9%).Por outro lado, 34% dizem não fazer nenhuma compra adicional fora da rotina para comemorar o período.

Crianças influenciam o que acontece dentro de casa

Para 38% dos entrevistados, as crianças com quem convivem são mais questionadoras do que eles próprios eram quando crianças. Outros 36% dizem que elas ficariam mais tempo jogando online se pudessem.

O levantamento mostra ainda que 30% já estão aprendendo algum idioma desde pequenas, enquanto 25% têm a natureza, como passeios, acampamentos, praia ou campo, presente na rotina. Outros 23% possuem o hábito de ler livros e quadrinhos.

Para 18%, as crianças são mais preocupadas com o meio ambiente do que os adultos. Elas também influenciam a escolha de produtos e marcas na área de alimentação para 17% dos entrevistados, levam assuntos atuais para dentro de casa para 13% e opinam sobre a escolha de carros para 5%.

“A criança está cada vez mais presente nas decisões de consumo e de conteúdo da família. Ela influencia o que assistir, quais personagens entram no repertório e até escolhas relacionadas à alimentação. Para as marcas, entender o universo infantil questionador exige olhar não só para quem compra, mas também para quem influencia a compra”, afirma Ligia Mello, CSO da Hibou.

“Os dados mostram que a influência das crianças nas decisões de consumo vai além da escolha de um presente. Para as marcas, isso significa olhar para toda a experiência em torno da data, entendendo os diferentes papéis de quem influencia, de quem decide e de quem consome. É essa leitura que permite criar experiências mais relevantes e conectadas com as famílias”, afirma Albano Neto, CCO / CSO & Partner da Score.

Crianças estão entre telas, vídeos e redes sociais

O YouTube é o meio mais citado quando os entrevistados pensam no que as crianças próximas a eles acessam, com 51%. O TikTok vem logo depois, com 42%, seguido por Netflix (30%), Disney+ (28%), WhatsApp (27%) e Instagram (23%).

Entre as plataformas e jogos, também aparecem Roblox (16%), Minecraft (12%), Spotify (7%), Prime (6%), Globoplay (5%), Fortnite (4%), HBO Max (4%), Discord (3%), Pluto (2%), Crunchyroll (1%) e Gigagloob (1%). E a influência não fica restrita às telas. Para 46% dos entrevistados, as crianças que conhecem seguem algum influencer ou celebridade. Outros 17% dizem que elas não seguem e 25% não sabem responder.

Ranking de Influenciadores mais citados 

Quando convidados a citar espontaneamente os influencers ou celebridades acompanhados pelas crianças, os entrevistados colocaram Lucas Neto no topo, com 16%. Maria Clara e JP aparecem em seguida, com 13%, empatados com Natan por aí e Felipe Neto, ambos com 11%. Na sequência estão Enaldinho (8%), Emily Vick (7%), Jazz ghost (6%), Dos Rosa (5%), Ana Castela (4%), Virgínia Fonseca (4%), Gato Galáctico (3%), Neymar (3%) e Larissa Manoela (3%).Turma da Bagunça, Mundo Bita e Luluca aparecem com 2% cada. Felca, BTS e Isaac Amendoim foram registrados na pesquisa com marcação “x”, sem percentual informado.

Homem-Aranha é o personagem que mais aparece nas conversas das crianças

Entre personagens, desenhos e histórias que estão em alta, o Homem-Aranha aparece em primeiro lugar, citado por 21% dos entrevistados. Stitch vem na sequência, com 18%, seguido por Patrulha Canina (14%), Hot Wheels (11%), Turma da Mônica (9%) e Lilo e Stitch (7%).Capivara aparece com 5%, enquanto Barbie e Peppa Pig têm 4% cada. Roblox foi citado por 3%; Minecraft e Frozen, por 2%; e Disney e Moana, por 1%. Labubu aparece com 0%.

TV continua ligada, mas streaming domina o feriado

Para 71% dos entrevistados, a televisão fica ligada durante o feriado do Dia das Crianças. A Netflix lidera entre os conteúdos assistidos, com 47%, seguida por YouTube (40%) e Disney+ (33%).

TV a cabo aparece com 21%, Prime com 14% e Globo com 13%. Também foram citados HBO Max (8%), Globoplay (7%), Record (5%), SBT (2%), outras opções (2%), Band (1%) e TV Gazeta (0%).

Dia das Crianças será marcado por encontros, passeios e também pela rotina

Apesar da data, 24% afirmam que terão um dia normal de semana. Outros 22% ainda não decidiram como vão comemorar. Entre os que já têm planos, 11% pretendem ficar em casa e se divertir com as crianças e outros 11% vão ao parque. Nove por cento vão encontrar as crianças na casa delas, 8% pretendem mandar presentes e ficar em casa descansando e 7% receberão a família.

Eventos infantis, como cinema, teatro e circo, aparecem para 5%; passeios no shopping, para 4%; videoconferências com crianças que estão longe, para 4%; viagens, para 3%; restaurantes com a família, para 1%; e visitas à casa dos filhos, para 1%.Outros 16% afirmam que não comemoram ou não presenteiam no Dia das Crianças.

Crédito da foto: Magnific

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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