Pesquisa revela que equipes enxutas e estagnação na carreira estão entre os principais fatores de burnout no Brasil

Pesquisa revela que equipes enxutas e estagnação na carreira estão entre os principais fatores de burnout no Brasil

Levantamento mostra que 59% dos profissionais brasileiros relatam altos níveis de burnout

Uma nova pesquisa da consultoria global de recrutamento Robert Half mostra que o burnout é uma preocupação relevante para os profissionais brasileiros. Cargas de trabalho mais intensas, causadas por equipes reduzidas, e a falta de progressão na carreira aparecem entre os principais fatores. O levantamento revela que 59% dos profissionais no Brasil avaliam seu nível de burnout entre 6 e 10 em uma escala de 10 pontos, na qual 1 significa “sem burnout” e 10 significa “completamente esgotado”. O resultado coloca o Brasil acima da média dos nove mercados analisados pela Robert Half, onde 48% dos profissionais relatam altos níveis de burnout.

Com o burnout presente nos nove mercados pesquisados, os resultados apontam para um desafio global mais amplo. Embora o Brasil tenha ficado acima da média global e registrado o mesmo índice observado nos Estados Unidos, níveis ainda mais elevados foram reportados no Canadá. O dado reforça a importância de compreender e enfrentar os fatores do ambiente de trabalho que impactam o bem-estar dos profissionais.

Entre os profissionais no Brasil que relatam burnout, a causa mais citada é o aumento da carga de trabalho em função de equipes com quadro reduzido (52%), seguida da sensação de estagnação na carreira (43%), do aumento no tempo de deslocamento (37%) e da queda no moral das equipes após reestruturações ou reduções de quadro (35%).

A falta de clareza sobre os próximos passos profissionais também merece atenção. Outra pesquisa, da The School of Life Brasil em parceria com a Robert Half, mostra que apenas 49% dos líderes e 38% dos liderados sabem o que esperar dos próximos passos profissionais. O dado reforça a importância de discutir desenvolvimento profissional e perspectivas de crescimento como parte da experiência dos colaboradores.

Os dados indicam que o burnout está menos relacionado a períodos isolados de estresse e mais associado a desafios estruturais no ambiente de trabalho. Iniciativas focadas apenas no bem-estar podem ter impacto limitado quando questões de carga de trabalho, estrutura das equipes e desenvolvimento de carreira permanecem sem solução.

“O burnout frequentemente está conectado à forma como o trabalho é estruturado. Quando equipes operam por longos períodos com recursos limitados, ao mesmo tempo em que os profissionais enfrentam demandas crescentes e pouca clareza sobre oportunidades de crescimento, o risco de burnout aumenta. As empresas precisam tratar as causas, não apenas os sintomas”, afirma Maria Sartori, diretora na Robert Half.

Os resultados reforçam a importância de equilibrar as demandas do negócio, a capacidade das equipes e as expectativas dos profissionais. “Em um cenário em que as organizações seguem focadas em produtividade e eficiência, garantir que as equipes tenham os recursos necessários para apoiar os objetivos do negócio é essencial para sustentar a performance de longo prazo”, acrescenta Sartori.

O que as empresas podem fazer

Com base nos resultados, a Robert Half recomenda que líderes empresariais considerem as seguintes ações:

  • Avaliar regularmente se o tamanho das equipes está alinhado às demandas do negócio
  • Apoiar os profissionais na definição de prioridades e expectativas realistas
  • Manter conversas recorrentes sobre carga de trabalho e desenvolvimento de carreira
  • Oferecer suporte adequado durante períodos de mudança organizacional
  • Considerar soluções de contratação permanente e por projetos para apoiar as equipes em períodos de maior demanda

Contexto global

Percentual de profissionais que avaliaram seu nível de burnout entre 6 e 10:

  • Canadá: 62%
  • Estados Unidos: 59%
  • Brasil: 59%
  • Reino Unido: 55%
  • Holanda: 45%
  • Alemanha: 43%
  • Bélgica: 42%
  • Suíça: 38%
  • França: 32%

Metodologia

A pesquisa foi conduzida online pela Robert Half com profissionais empregados no Brasil, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Suíça e França.

O levantamento incluiu 1.000 profissionais no Brasil. Na Europa, a Robert Half entrevistou 1.000 profissionais no Reino Unido, Alemanha, França e Bélgica; e 500 profissionais nos Países Baixos e na Suíça. O estudo no Canadá ouviu 1.005 profissionais, enquanto a pesquisa nos Estados Unidos incluiu mais de 1.330 profissionais.

Os respondentes foram convidados a avaliar seu nível de burnout no trabalho em uma escala de 1 a 10, na qual 1 significa “sem burnout” e 10 significa “completamente esgotado”. Para fins desta análise, respondentes que selecionaram notas de 6 a 10 foram classificados como profissionais com altos níveis de burnout.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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