Pix deve ganhar força no varejo em 2021

Pix deve ganhar força no varejo em 2021
 Muito popular nas transferências entre pessoas físicas, já podemos dizer que o Pix vem ganhando espaço no dia a dia dos brasileiros. Segundo balanço divulgado pelo Banco Central (BC), 84% das transações com o novo sistema de pagamentos instantâneos são entre pessoas físicas. Outro dado relevante dessa adesão mostra que, entre os dias 9 a 15 de dezembro, o método sozinho respondeu por mais de 30% de todas as transferências interbancárias.

Já os pagamentos de pessoas físicas para empresas representam apenas 6% das operações, segundo balanço do BC. A Linx, líder e especialista em tecnologia para o varejo, acredita que o uso do meio de pagamento nas compras ainda passa por uma fase de implantação e deve ganhar força após o Natal.

Para Gustavo Ioriatti, diretor comercial da Linx Pay Hub, o varejista precisa se adaptar ao Pix, já que o consumidor tem aprovado a nova solução e está disposto a utilizá-la.
 
“As pessoas têm mostrado interesse nessa nova forma de pagamento mais fácil, rápida e, claro, segura. Por isso, o varejista precisa implantar a solução para o seu comércio e ter um parceiro tecnológico para ajudá-lo”.

Ioriatti afirma ainda que os varejistas só têm a ganhar com a adoção do Pix. A novidade, além de ser um diferencial competitivo em um primeiro momento, é mais barata do que as opções atuais. “As taxas de recebimento são menores do que as opções disponíveis hoje”, ressalta o porta-voz da Linx.

Para as compras de final de ano, Ioriatti diz que os varejistas priorizaram as vendas, adiando a integração do Pix, que poderia tomar tempo. “Além de adicionar mais um processo para o ponto de venda, a maioria deixou de lado nesse primeiro momento, focando em garantir as vendas com o que tem em mãos para depois adotar a funcionalidade”.

Para o diretor, outros pontos que atrasaram a adoção da solução para a data foram a demora dos adquirentes para precificar o custo da transação e a dificuldade do varejista de confirmar o pagamento da compra, muito por falta de uma solução adequada. “O medo de sofrer um golpe ou ser enganado é presente e, nesse primeiro momento, assusta o comerciante. Mas, já existem soluções no mercado que endereçam esses pontos e conciliam o Pix com outras formas de pagamento. O hábito dos consumidores tem mudado com a pandemia, e essa é uma transformação que veio para ficar”, aponta.

Com essas barreiras, grandes e pequenos varejistas preferiram não concentrar seus esforços no Pix nesse primeiro momento, o que é refletido nos 30% de brasileiros que não sabem que o método pode ser usado para realizar compras, segundo pesquisa da área de Inteligência de Mercado da Globo. “No primeiro tri de 2021, esse cenário deve mudar com a adoção em larga escala do Pix, tornando as divulgações mais presentes, com o varejo também assumindo o papel de educar o consumidor em seu uso”, diz Ioriatti.

Para o próximo ano, a expectativa é das melhores para o Pix no comércio. Passadas Black Friday, Natal, as datas mais importantes para vender, e, portanto, as que demandam mais tempo dos comerciantes, deve sobrar tempo para respirar e pensar na adoção da ferramenta. A digitalização intensa que a pandemia provocou também torna comerciantes e consumidores suscetíveis à solução.
 
“O Pix já é realidade, o cenário está dado. O próximo passo para os varejistas é se implantar o meio de pagamento, principalmente com a ajuda das soluções Linx tecnologia, garantindo a melhor experiência para os clientes”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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