Recorde na produção de grãos impulsiona indústria química

Recorde na produção de grãos impulsiona indústria química
Quando o brasileiro está diante de um prato de arroz com feijão, provavelmente nem pensa no quanto aquela refeição impulsiona a economia do país. Mas é fato que o recorde esperado na produção de grãos da safra 2020/2021 está diretamente ligado ao maior uso de defensivos agrícolas e fertilizantes especiais, com consequente aumento de demanda da potassa cáustica.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deverá colher 265,9 milhões de toneladas de grãos, ou seja, 3,5% a mais do que a temporada 2019/2020 – já considerada muito boa. Soja e milho correspondem a 89% da produção de grãos, sendo que a soja tem crescimento estimado em 3,3% (134,5 milhões de toneladas) e a produção de milho deverá ser superior a 102 milhões de toneladas. A produção total de feijão no país é de 3,1 milhões de toneladas. Quanto ao arroz, o crescimento é de 3,2% na área e a produção está estimada em 10,9 milhões de toneladas.

“Apesar de estarmos vivendo uma fase de grandes desafios, tendo superado inclusive problemas de importação de insumos nos períodos mais críticos da pandemia, a safra brasileira de grãos tem se mostrado surpreendente de todos os pontos de vista. Para a indústria química, trata-se de um sinal muito positivo, já que a comercialização da potassa cáustica – fundamental na industrialização de defensivos agrícolas – também respondeu a um aumento de demanda”, diz João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas (RJ) – uma das maiores produtoras de potassa cáustica da América do Sul.

O executivo explica que a potassa cáustica (hidróxido de potássio) é um álcali parecido com a soda cáustica, porém é utilizado em aplicações mais nobres, em que a presença de sódio é indesejada. “A matéria-prima da Katrium é o cloreto de potássio, que precisa ser importado. A eletrólise do sal gera a potassa, mas também cloro, hidrogênio, ácido clorídrico e hipoclorito de sódio. O maior consumidor da potassa é o setor agropecuário, que a emprega na produção de defensivos agrícolas e fertilizantes foliares. Sendo assim, quando a safra de grãos é destaque, também nós comemoramos”.

Vale ressaltar que o combate a pragas é um dos maiores desafios da agricultura no Brasil, por ser um país tropical (quente e úmido) e um dos únicos a ter mais de uma safra anual. A ameaça de fungos, bactérias, ácaros, vírus, parasitas, plantas invasoras e insetos é real e crescente. Pesquisas desenvolvidas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo apontam que, se os cultivos não contassem com a proteção dos defensivos agrícolas, os sojicultores precisariam investir R$33 bilhões para obter a mesma produtividade e o custo interno da soja subiria 22,9%. Quanto ao milho, o gasto adicional para atingir a mesma produção atingiria R$25,3 bilhões e o custo no mercado doméstico seria 13,6% superior.

Isso indica que, além de controlar plantas invasoras, os herbicidas protegem os cultivos e contribuem para o aumento da produtividade com eficiência e segurança dentro de todos os padrões avaliados. Além disso, com uma oferta maior de alimentos, os preços tendem a cair – o que é uma grande notícia para os brasileiros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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