Operações de hedge cambial ganham destaque e contratações devem crescer

Operações de hedge cambial ganham destaque e contratações devem crescer
O real foi a segunda moeda mais desvalorizada do mundo em 2020, com uma baixa na casa dos 30% na comparação anual. Perdemos apenas para o peso argentino. Os fatores que levaram à volatilidade da nossa moeda ainda estão na mesa e o ano de 2021 deve ter muitas oscilações. Nesse contexto, as operações de hedge cambial ganham destaque e devem apresentar alta no volume de contratações.
 
Para se ter uma ideia, apenas nos primeiros dez dias de 2021, o real já perdeu 4,5% de valor. No primeiro dia do ano, um dólar era comprado a R$ 5,26 e no dia 11 de janeiro a cotação era de R$ 5,50. Apenas no dia 12 de janeiro, a taxa passou de R$ 5,46 para R$ 5,36 durante o período de abertura de mercado, reforçando a tendência de variação extrema.
 
Bruno Foresti, superintendente de Câmbio do Banco Ourinvest, explica que uma forma de proteger os negócios dessas oscilações da taxa de câmbio é a contratação de hedge cambial.
 
“Essa ferramenta faz uma trava na taxa e traz uma maior previsibilidade de custos e recebimentos em moeda estrangeira. Em um cenário de comércio global dinâmico as margens são cada vez mais apertadas e correr o risco de perder 2%, 3%, 4% da sua margem por conta de variações cambiais pode ser evitado”, explica.
 
O executivo afirma que no decorrer de 2020 houve um aumento exponencial nas operações de hedge do Banco Ourinvest. “Notamos uma maior percepção por parte das empresas importadoras e exportadoras sobre os riscos de oscilações na taxa de câmbio. Além disso, a drástica diminuição na taxa de juros brasileira, a Selic, torna o custo do hedge mais barato e atrativo”.
 
Bruno avalia que o movimento deve se repetir em 2021. “Esperamos que o volume de contratação de operações de hedge continue aumentando, uma vez que não só as grandes empresas estão realizando tais operações, como as pequenas e médias também. O Banco Ourinvest está focado em democratizar esse produto.”

O que explica a volatilidade?

Segundo Eliaber Freitas, especialista de Hedge no Banco Ourinvest, fatores como as incertezas sobre aprovação e aplicação da vacina contra o novo coronavírus, os temores de uma segunda onda da pandemia, a nova configuração da política americana com a chegada de Joe Biden, a guerra comercial entre China e Estados Unidos, o cenário político conturbado no Brasil, e os problemas fiscais agravados nos últimos meses devem ser observados.
 
“São muitos fatores que podem provocar instabilidade e uma volatilidade da moeda. Por isso, as ferramentas de hedge cambial ganham ainda mais destaque nesse contexto”, explica Freitas.
 
O executivo explica que além de proteger o patrimônio das companhias, o hedge também pode ser usado para aproveitar boas oportunidades de mercado. “Em momentos de alta volatilidade, uma empresa pode contratar a ferramenta e ganhar previsibilidade no fluxo de caixa, por exemplo”, diz. “Um importador que fez a trava no primeiro dia de janeiro já pegou um dólar bem mais baixo e conseguiu proteger sua margem”, conclui.
 
Freitas lembra que o Banco Ourinvest é focado em câmbio, com mais de 40 anos de experiência. O banco possui agilidade em todo o processo (desde o cadastro até o fechamento de operações), preza pela proximidade com os clientes e está disponível para compreender as particularidades de cada negócio para ajudar na tomada de decisão e na escolha das melhores ferramentas.
 
“Todos os dias recebemos novos clientes e notamos que esse produto está se disseminando. Acreditamos que 2021 será o ano do hedge para importadores e exportadores”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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