ACP diz que comércio vai cumprir os protocolos sanitários e que é um ambiente seguro

Autorizados pelo governo estadual, após 12 dias, o comércio de Curitiba reabre as portas nesta quarta-feira (10). Em nota oficial, a Associação Comercial do Paraná (ACP) diz que. mais uma vez, o setor reafirma seu compromisso de seguir com o máximo rigor os protocolos sanitários, sabendo-se de antemão que o comércio é um ambiente seguro e controlado, onde é possível manter o devido distanciamento.
Segundo a nota da ACP, “o compromisso é aglomeração zero, inclusive orientando os associados a substituírem o vale transporte por dinheiro para que seus funcionários possam optar por usar seus próprios veículos, apps de transporte e carona solidária, evitando assim os ônibus lotados”.
De acordo com a ACP, o agravamento da pandemia com as novas variantes mais contagiosas do novo coronavírus vai exigir, a partir de agora, e mais do que nunca, a união e o esforço de todos para vencer o maior desafio desta geração.
“Estamos muito mal de saúde: física, mental, econômica e política. Acompanhamos diariamente medidas equivocadas sendo tomadas deixando a população insegura com relação ao futuro próximo. A começar pela angústia em relação às vacinas. Não garantimos um estoque razoável no devido tempo, embora houvesse recursos suficientes. Nossa saúde depende de vacinas que chegam a conta gotas. E agora, oferta e procura estão desequilibradas, com poucos fornecedores e muitos compradores no mundo, louvando-se o extraordinário avanço da ciência em desenvolver em poucos meses um imunizante para este terrível vírus”, alerta o documento da ACP.
“Neste cenário, o comércio em particular vem sobrevivendo a duras penas diante dos seguidos abre e fecha e da queda de poder aquisitivo da população. O pouco que produzimos não tem paridade com o que produzíamos antes da pandemia. O pouco que fazemos não é o suficiente, não encontra o equilíbrio entre receitas e despesas. São vendas menores e despesas constantes. Muitos têm buscado a redução de custos, trocando de ponto comercial por de menor valor e demitindo funcionários. Sem segurança em relação ao que virá e às medidas impostas em função da pandemia, temos um consumo inconstante, investimentos adiados e resultados pífios. E o pior: a incerteza de continuarmos na atividade e o horror de possível falência em face a tantos descaminhos”, destaca a nota oficial assinada pelo presidente da entidade, Camilo Turmina (foto acima).
“A política mostra claramente o quanto que somos vulneráveis. As leis são rasgadas, subjugamos a constituição à qual se dá entendimentos diferentes que só confundem e desiludem o cidadão. Prendemos políticos eleitos e duvidamos dos crimes de outros e os indultamos numa canetada. Neste cenário de difícil compreensão para nós brasileiros, parece que não sabemos mais distinguir entre verdades e mentiras. Enquanto isso, investidores estrangeiros fogem com seus capitais derrubando a bolsa de valores e derretendo a nossa moeda frente ao dólar”.
A Associação Comercial do Paraná pede que os governos, em todas as instâncias, precisam dar respostas mais claras sobre medidas de apoio ao setor produtivo, sendo cada vez mais urgente o socorro às pequenas empresas. “Fica no ar o desafio de conciliar saúde com o funcionamento da economia para que a dinâmica da retração econômica não se aprofunde. Por fim, reforce-se que a saída para a crise passa pelo entendimento, por um diálogo mais profundo e assertivo entre o público e o privado, e pela postura responsável de cada cidadão”, conclui a nota oficial da ACP..








