Momento é de desafios, mas também há grandes oportunidades, avalia novo presidente do Ibef-Paraná

Em meio a um cenário de incertezas e tendo pela frente muitos desafios, o diretor financeiro do Grupo Marista, Maurício Zanforlin (foto), está assumindo a presidência do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná, que reúne profissionais da área financeira dos vários segmentos do Estado.
Eu conversei com o novo presidente do Ibef/Paraná, que está há oito anos à frente da diretoria financeira do Grupo Marista, e já trabalhou em grandes companhias como Unilever e Notre Dame Seguradora, e ele me disse que embora reconheça que o momento atual é de muitos desafios, é também de grandes oportunidades para as empresas. O executivo me explicou que nos primeiros meses da pandemia, o papel dos executivos financeiros era defender o caixa das empresas, pois não se sabia quanto tempo a crise sanitária iria durar e quais as consequências que iria trazer.
Segundo Zanforlin, o trabalho foi bem conduzido. E, um ano depois da decretação da pandemia, os problemas continuam e a postura agora do setor financeiro é trabalhar em cima da gestão de investimentos seletivos e explorar as alavancas de receitas para crescer. Eu perguntei ao presidente do Ibef de que forma as empresas podem viabilizar recursos para viabilizar seus projetos e ele me informou que existem algumas formas como o mercado brasileiro de dívida privada ou corporativa; lançamento de ações, fusão ou aquisição de empresas e, principalmente, uma gestão eficaz dos gastos.
Com relação à economia, eu indaguei o executivo sobre os reflexos do aumento da taxa Selic, que segundo projeções do mercado financeiro deve saltar para 5% até o final do ano e também sobre a alta da inflação. Maurício Zanforlin me disse que os juros vão aumentar na esteira dos índices inflacionários. No entanto, na sua opinião, o que mais preocupa as empresas são as perspectivas econômicas, que no momento não se apresentam favoráveis. Para ele, a solução é a aprovação das reformas, em especial, a tributária, que caminham num passo muito lento.
Por fim, o novo presidente do Ibef chama a atenção para o fato de que apesar de todas as dificuldades, a economia deverá crescer 3,5% este ano, porém não cobrirá a queda de 4% do PIB registrada em 2020.








