Dólar continua abaixo de R$ 5. Será uma tendência?

Dólar continua abaixo de R$ 5. Será uma tendência?

O dólar comercial permaneceu nesta quarta-feira (23) pelo segundo dia consecutivo abaixo de R$ 5. A cotação da moeda norte-americana em R$ 4,97 animou o mercado e os investidores. Desde 10 de junho de 2020, o preço da moeda americana enfrentava oscilações para cima dos R$ 5 e chegou bem perto de R$ 5,70. Mas por que o dólar está abaixo de R$ 5 e o que esperar daqui para frente?

Na avaliação do head de Câmbio e sócio da Ethimos, Lucas Brigato, em primeiro lugar, é importante ressaltar que o preço da moeda já vinha recuando nas últimas semanas por conta do maior otimismo dos investidores com a aceleração da imunização contra a Covid-19. Com eles investindo mais dinheiro no Brasil, o dólar ficou disponível em maior volume para negociação. Situação que favoreceu também os seguidos recordes da bolsa de valores, que superou os 131 mil pontos.

Mas não é apenas isso que vem aumentando a oferta da moeda americana por aqui. Analistas do mercado financeiro relacionam a queda do câmbio à divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou a Selic para 4,25% na última semana. O documento sinaliza que o Banco Central vai endurecer o tom de combate ao aquecimento econômico – com possível aceleração das altas da taxa básica de juros nas próximas reuniões. E com os juros mais altos, também aumenta a taxa de retorno a investidores que aplicam em real, puxando a entrada do dólar no país.

Lucas Brigato destaca que, no exterior, o câmbio também desvalorizou após o mercado ficar mais tranquilo com a afirmação do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de que a alta da inflação no país é transitória.

Agora, a principal pergunta do brasileiro é se o preço do dólar diminuirá ainda mais nos próximos dias. “Para respondê-la, é importante contextualizar que, atualmente, os R$ 5 é uma marca psicológica, uma espécie de “ímã”. Ou seja, quando a moeda começa a se distanciar desse valor, o próprio mercado se movimenta para que ela volte a essa marca. Nesse sentido, pode até que ser que o câmbio se aproxime ainda mais dos R$ 4,90, mas também é possível que retorne ao patamar de R$ 5, podendo chegar de novo em torno de R$ 5,15, por exemplo”,  destaca o head de câmbio da Ethimos..

Para Brigato, apesar desse efeito de atração nos R$ 5, não é possível afirmar por quanto tempo o dólar se manterá nesse patamar. “Com as projeções sendo revisadas cada vez para cenários mais otimistas, pode ser que fiquemos por um curto tempo nessa faixa”, afirma.

De qualquer maneira, é muito importante contar com a ajuda de um assessor de investimentos para ter recomendações sobre o cenário mais adequado para a compra do dólar e como investir de acordo com a atual cotação da moeda.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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