Novos condomínios já são construídos com lojas autônomas

Novos condomínios já são construídos com lojas autônomas

As plantas mais recentes de diversos condomínios, residenciais e corporativos, estão incluindo um espaço novo: lojas autônomas em que os clientes entram, compram e saem sem passar por nenhum caixa ou enfrentar filas. A tendência se espalha entre construtoras e incorporadoras e deve se tornar um diferencial importante para os empreendimentos que serão lançados nos próximos anos.

O benefício para os condôminos reside, principalmente, na praticidade. Sem precisar sair para a rua, é possível entrar em uma dessas lojas sem atendentes e adquirir produtos variados através do celular. É o processo oferecido pela Onii, que já marca presença em 160 negócios por todo o Brasil, sendo 137 dentro de condomínios. A proposta da startup vem sendo tão bem recebida que a expansão ultrapassou fronteiras. Hoje, a empresa já funciona nos EUA, Portugal e Chile e segue forte com seu plano de internacionalização que encaminha a entrada em vários países.

Victor Azouri Bermudes, CEO, explica que a Onii tem se fortalecido em condomínios por conta da grande adesão dos moradores e facilidade de instalação. Ao mesmo tempo, muitas construtoras se mostraram interessadas em trabalhar com a proposta. “Nós estamos com 59 parcerias com construtoras e incorporadoras”, afirma Bermudes. “A Onii está começando a fazer parte dos empreendimentos desde a construção. A segurança e agilidade de fazer compras dentro do condomínio é um grande atrativo e as empresas querem vender imóveis cada vez mais completos. Junta-se o útil ao agradável, principalmente nos locais em que os mercados e padarias mais próximas ainda estão bem distantes”.

A maior procura é por mercados, mas as lojas autônomas podem oferecer produtos dos mais diversos. Isso acontece porque a Onii vende um sistema que pode ser adaptado e replicado em praticamente qualquer negócio. Itens de pet shop, roupas e calçados, livros, ferramentas, flores, papelaria, cosméticos e muitas outras opções já são comercializadas em pontos de venda pelo Brasil. Até mesmo algumas redes hoteleiras contam com a solução para automatizar serviços como lavanderia, frigobar, dispensers e afins.

“Temos o objetivo de alcançar 500 operações no país até o final do ano”, explica o CEO. “Isso ajuda a tornar o conceito mais tangível para a população. Portanto, ao verem empreendimentos sendo erguidos com as lojas autônomas já dentro do pacote, as pessoas terão conhecimento e interesse. No mínimo, terão curiosidade”. Vale dizer que a ideia de autonomia nas compras vem sendo trabalhada há alguns anos, mas teve um nível especial de crescimento em 2020.

Existem três principais formatos de lojas até o momento: o Market, com 20 metros quadrados que comportam até 1000 produtos; o Box, de 4 a 8 metros quadrados e capacidade para até 450 produtos; e a Station, que ocupa de 2 a 4 metros quadrados e comporta até 200 itens. Também é possível desenvolver um novo modelo a cada projeto.

“As necessidades de cada condomínio podem variar, o que significa que além do diferencial da loja autônoma por si só, também podemos falar em diferenciais de negócios”, conta Bermudes. “Estamos abrindo caminho para comércios de todo tipo com foco na comodidade do cliente. É uma inovação em todos os pontos”, conclui.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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