Empresas substituem volta ao trabalho presencial por flexibilidade

Empresas substituem volta ao trabalho presencial por flexibilidade

Após a necessidade de adaptação ao home office por conta do isolamento social para conter a disseminação da Covid-19, cada vez mais empresas consideram manter a modalidade de trabalho remoto mesmo após os índices epidemiológicos começarem a ser controlados. Gigantes de diferentes segmentos, Google, BMG, Roche e Nestlé são alguns dos nomes que já manifestaram interesse em criar um formato híbrido, incentivando a flexibilidade no ambiente corporativo.

A pesquisa FIA Employee Experience (FEEx), que integra o Prêmio Lugares Incríveis Para Trabalhar, realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA) em parceria com o portal UOL, revelou que, antes da pandemia da Covid-19, apenas 7% do total de 150 mil funcionários entrevistados atuavam em home office, de forma integral ou parcial, no Brasil. Em números, o percentual corresponde a 10.500 pessoas.

Com a identificação dos diagnósticos da doença no país, no ano passado, 90% das 213 empresas onde os questionários foram aplicados passaram a oferecer a modalidade aos trabalhadores. Agora, boa parte delas estuda a possibilidade de manter o trabalho à distância. Para os gestores, a pandemia ajudou a acelerar e consolidar o modelo remoto.

A proposta é bem aceita pelos funcionários. Ainda de acordo com o estudo, 91% dos profissionais avaliaram a experiência do home office nesse período como ótima ou boa.

Sistema híbrido

Outra pesquisa, realizada pela consultoria KPMG, mostrou que o sistema híbrido – que mescla alguns dias de trabalho presencial e outros à distância – será adotado pela maioria das empresas mesmo após o controle da Covid-19 no Brasil. O estudo ouviu 361 executivos de todo o país e 87,3% deles confirmaram o interesse nesse formato.

O incentivo à flexibilidade assegura várias vantagens. Para as empresas, a principal delas é a redução de custos com água, luz, equipamentos, aluguel e manutenção da sede. Também há a otimização do tempo, já que os colaboradores não precisam se deslocar todos os dias. Outros reflexos são a menor rotatividade e a maior produtividade da equipe.

Para os funcionários, trabalhar em casa também é vantajoso. A modalidade oferece mais comodidade, praticidade, melhor gestão do tempo e qualidade de vida.

Em contrapartida, também há os cuidados específicos para quem opta por esse modelo de trabalho. As empresas precisam adaptar a rotina, as ferramentas e os processos a este formato. Nesse sentido, é fundamental investir em tecnologia, acessibilidade e benefícios flexíveis que acompanhem a proposta de flexibilidade.

Já os funcionários devem manter a disciplina, o compromisso e a responsabilidade com o cumprimento de tarefas e a participação nas atividades.

De olho no futuro

Inicialmente, o Google planejava que a volta presencial dos funcionários ocorresse em setembro deste ano. No entanto, em maio, a empresa informou que permitirá aos funcionários escolherem entre a modalidade presencial ou remota. O CEO Sundar Pichai declarou que a expectativa é que 20% da força de trabalho siga em home office permanente.

A iniciativa do Google foi elogiada pelo colunista do Inc, Jason Aten, que afirmou que diferente de muitas empresas que querem descobrir como voltar ao período antes da Covid-19, o Google está olhando para o futuro.

Crédito da foto – Surface/Unsplash

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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