Dia do Economista registra a importância do profissional em um cenário de incertezas

Dia do Economista registra a importância do profissional em um cenário de incertezas

Comemorado no dia 13 de agosto, o Dia do Economista foi criado pelo ex-presidente Getúlio Vargas que, em 1951, oficializou a profissão ao sancionar a Lei Nº 1.411, regularizando essa atividade. Desde então, a data é dedicada a esses profissionais multifuncionais que, por meio do conhecimento de diversas áreas como história e sociologia, dedicam-se a compreender a organização dos recursos materiais e serviços de uma sociedade e a buscar maneiras de melhor distribuí-los.

Ao pensar em soluções e estudar alternativas capazes de aprimorar a qualidade de vida do cidadão e da nação, o profissional desse setor pode ter atuações das mais diversas, como uma posição estratégica em uma empresa, influenciando diretamente a tomada de decisões, sendo possível ainda uma trajetória acadêmica, com docência e pesquisa, ou a atuação em bancos, instituições de pesquisas, gestoras/administradoras, setor público, entre outras áreas.

Em um contexto de incertezas, como o que vem sendo observado ante a pandemia do novo coronavírus, o economista pode ser responsável pela leitura do cenário presente, fazendo previsões e diagnósticos para, então, propor uma rota.

Peças no tabuleiro

De acordo com Fernando Bueno, CEO e fundador da Santa Fé Investimentos – uma gestora de fundos independente – o economista, em geral, desempenha um papel interno de estrategista, sendo esse inclusive seu título na empresa. “Em uma metáfora, o mercado seria o jogo de xadrez, cada componente relacionado seria uma peça e o profissional de economia é o jogador, ou seja, quem dita as diretrizes”, afirma.

Na Santa Fé, o estrategista, graduado em Gestão Financeira e de Risco,  começa seu dia com um Morning Call, no qual relata para todos os analistas como está o mercado – em termos macro e micro (nacional e internacional). Com base nesse cenário, as decisões são tomadas. “Trata-se de um trabalho intelectual e analítico, é a nossa bússola, que precisa estar bem ajustada”, complementa Bueno. Todas as áreas dependem de um bom mapeamento: gestão, compliance, jurídico, customer service, ESG, entre outras. Sua atuação tem impacto em 4 mil clientes, 60 empresas observadas, além de todo o time da SFI.

Academia: um espaço para análise e compreensão aprofundada

Economia é um assunto de igual importância também nas graduações e pós-graduações, sejam essas das áreas de Humanas ou Exatas. Aprofundar-se na teoria é um exercício de compreensão para além do “primeiro capítulo”. “Nosso sistema econômico é baseado na livre iniciativa, mas com uma grande interdependência entre os agentes. Estudar as diferentes interpretações de como essa área se organiza e de como os negócios vão se transformando é importantíssimo, seja para o jovem profissional, que traça estratégias para o início da sua carreira, seja para aquele mais maduro, que conduz, como estrategista, grandes decisões”, explica Beatriz Bertasso, professora da disciplina na Facamp – Faculdades de Campinas.

Doutora em Economia e com uma trajetória que contempla instituições como Ministério da Cultura, PNUD/ONU e Confederação Nacional da Indústria (CNI), Bertasso destaca que existe muito horizonte na área acadêmica. “Para os interessados, o comportamento dos agentes, no mercado, é o objeto de estudo. A observação desse indicador é a base para aperfeiçoar a interpretação da realidade, tecer visões de futuro e, quando for o caso, gerar recomendações de intervenção sobre o sistema”, salienta. Quem se interessar deve ter em mente uma rotina com leitura de jornais e revistas especializadas, bastante estudo e cursos de atualização periódicos.

Concursos e setor público

Quem se formar em Economia pode ainda se enveredar na área pública. Instituições do Estado, como o Banco do Brasil e a Caixa, disponibilizam vagas constantemente, que podem ser ocupadas por profissionais desse setor, e os interessados devem acompanhar os respectivos editais. Outro fator que pode ser um diferencial para se obter êxito é fazer um cursinho preparatório com credenciais, preparando-se adequadamente para essas avaliações. A aprovação possibilita uma carreira com maior estabilidade e segurança.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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