Empresa de assinatura digital cresce 60% na pandemia

Empresa de assinatura digital cresce 60% na pandemia

Após um ano de pandemia e inúmeras adaptações na rotina dos brasileiros, a tecnologia surgiu como uma poderosa aliada em diversas ocasiões. Seja no trabalho remoto, nas compras online, no recebimento de produtos em casa ou nas consultas virtuais, quase tudo mudou.

Para que os negócios continuem sendo realizados com total confiança jurídica e segurança de saúde aos envolvidos, uma ferramenta que já era usada por algumas empresas nos últimos anos ganhou forte destaque na vida das pessoas físicas durante a pandemia: o uso das assinaturas digitais.

“Essa funcionalidade permite assinar praticamente todos os tipos de documentos e contratos sem sair de casa. Isso facilita a vida, gera economia de tempo e dinheiro, tem ampla segurança e beneficia ainda mais nos cuidados com a saúde em tempos de isolamento e trabalho remoto”, explica a sócia-diretora da Ative Certificado Digital, Paula Renata Nogueira.

Com a assinatura digital, fica dispensado o reconhecimento de firma em cartórios, evita-se gastos com deslocamentos, estacionamentos, motoboy, impressão de papel e perda de tempo.

Mais de 500 serviços públicos, de 28 órgãos diferentes, já utilizam e aceitam as assinaturas digitais em suas atividades. Dessa forma, essas entidades economizaram R$ 345 milhões nas despesas anuais do governo e eliminaram 146 milhões de horas que o cidadão desperdiçava em deslocamentos, filas e burocracia.

“A assinatura digital só não é aceita – por enquanto – em registros de nascimento, certidão de óbito, escritura de compra e venda de imóvel e em registro de imóveis”, explica Paula.

Origem e crescimento do mercado

O mercado da certificação e assinatura digital existe há 20 anos no Brasil, contabiliza 9.895.183 certificados ativos no país para empresas e pessoas físicas e exibe avanços tecnológicos que facilitam cada vez mais a vida de seus usuários.

“O segmento ainda caminha para a maturidade e consolidação, mas quem já descobriu e adota as vantagens do universo digital não quer voltar para o meio físico na formalização de contratos envolvendo papéis, carimbos, cartórios e vai e vem de documentos. Tudo isso está ficando para trás”, conta a sócia-diretora da Ative.

Em 2020 havia 5.361.933 certificados digitais no país, segundo o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, um verdadeiro ‘boom’ sobre 2019 que contabilizava 2.024.198 certificados.

Aproveitando a ocasião da pandemia – que impôs medidas de restrições e isolamento social – a Ative Certificado Digital nadou de braçada em 2020 e cresceu 60% em relação a 2019. Em 2021, a empresa emite cerca de 200 certificados por mês e pretende ampliar ainda mais os negócios.

De acordo com Paula, o governo prevê que haja 40 milhões de certificados digitais até o fim de 2022. “É uma oportunidade de ouro e estamos trabalhando arduamente para atender a enorme demanda que vem pela frente e vai melhorar a vida de todos os brasileiros”.

Em estimativa conservadora, o mercado de certificação digital movimenta receitas diretas da ordem de R$ 1 bilhão por ano, com cerca de 37 mil agentes de registros credenciados pelas autoridades competentes.

Departamento de Trânsito

Desde 1º de março, quem possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e já tenha feito cadastro de biometria do Detran também poderá realizar a emissão de certificado digital por videoconferência.

Dessa forma, pode-se assinar digitalmente documentos e validá-los com a mesma legitimidade reconhecida em cartório. A transferência de veículos também já pode ser realizada com o uso da assinatura digital.

Exemplos práticos

Uma das maiores empresas de alimentos do mundo, a BRF, conseguiu reduzir em 72% o tempo de formalização de contrato, de 25 para 7 dias.

A Comgás diminuiu em 65% o período de tramitação de seus contratos, com impacto de 14% na produtividade.

O círculo virtuoso da assinatura digital começa a ocorrer quando um fornecedor é convidado pelo seu cliente a assinar digitalmente os documentos. Depois de conhecer o processo, a tendência é que esse prestador de serviços comece a implementar em sua própria empresa para então repassá-la à sua rede de relacionamentos.

Segurança

A assinatura digital envolve tecnologia sofisticada, operações matemáticas que geram código único e um sistema de chaves criptografadas.

Essas chaves possuem total eficácia para assegurar que um documento não foi alterado após ter sido assinado. Também garantem que a pessoa que o assinou é de fato quem se apresenta como autor. Ao mesmo tempo, impedem que quem assinou o documento negue ser de sua autoria. Por isso, é a opção mais segura e viável de formalização no mundo digital.

O registro de cada transação ou uma simples mudança no documento permitem o seu rastreamento e contribuem de modo decisivo com as políticas de conformidade com as normas, leis, regulamentos, políticas e diretrizes das empresas, especialmente as do setor bancário e financeiro. “Uma simples tentativa de adulteração faz com que a assinatura seja rompida”, esclarece Paula.

Como ter uma assinatura digital

O processo de obtenção do certificado digital é rápido e compreende quatro momentos distintos. Com a documentação necessária, a foto e biometria, em cerca de 24 horas já é possível usar a assinatura digital em quantidades ilimitadas.

O custo anual para ter uma assinatura digital na Ative é de R$ 130 para pessoa física e de R$ 190 para pessoa jurídica.

Perfil

A Ative Certificado Digital atua desde 2013, oferece amplo portfólio com produtos de tecnologia que trazem benefícios, facilidades, segurança e economia a empresas e pessoas físicas.

Crédito da foto: Pexels

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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