Apesar da inflação, varejo pode crescer 4,9% em 2021

Apesar da inflação, varejo pode crescer 4,9% em 2021

Com o avanço da imunização e o aumento da circulação no País, o volume de vendas no varejo cresceu 1,2% em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com divulgação desta sexta-feira (10) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), viabilizando o melhor mês do setor em 21 anos, o que levou a entidade a revisar a previsão de crescimento para o ano de 4,5% para 4,9%.

O segmento conseguiu se sobrepor a problemas como a alta da inflação, mas a CNC alerta que o comportamento dos preços poderá agir como um limitador nos próximos meses. “É um setor que não se abala, mostra força e tem conseguido se desenvolver mesmo em períodos de crise. Mas é importante mantermos atenção e equilíbrio diante dos altos preços, como temos sinalizado, o que impacta o comércio diretamente. A composição da inflação afeta ainda o orçamento das famílias pela concentração das altas nas tarifas”, lembra o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

Após subir 0,53% em junho, os preços apurados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aceleraram +0,96% no mês seguinte – maior taxa para meses de maio em 25 anos. Em agosto, nova alta (+0,87%) – maior avanço para meses de agosto desde 2000. Além disso, os preços administrados acumulam alta de 13,7% nos 12 meses encerrados em agosto, já contaminando o reajuste médio dos preços livres (+8,3%).

Alta dos preços dificulta crescimento

O economista da CNC responsável pela análise, Fabio Bentes, destaca que o combate à alta no nível geral de preços por meio da elevação da taxa básica de juros já se faz sentir no custo do crédito ao consumidor final. “A taxa média das operações de crédito com recursos livres para as pessoas físicas atingiu 39% ao ano em julho, tendo fechado 2020 a 37% ao ano. Por outro lado, o pagamento do auxílio emergencial e, principalmente, a maior circulação de consumidores deverão viabilizar a continuação da recuperação do setor”, afirma.

Confirmada essa previsão, o economista aponta que o setor registraria seu maior avanço anual desde 2012. Dos segmentos acompanhados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de julho, apenas os ramos de livrarias e papelarias (-5,2%), móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%) acusaram perdas reais de faturamento no mês. Sobressaíram positivamente as taxas dos segmentos de artigos de usos pessoal e doméstico (+19,1%) e tecidos, vestuário e calçados (+2,8%).

Circulação de pessoas

Em abril de 2020, pior mês do varejo brasileiro, houve uma redução de 58% na concentração de consumidores em relação ao período pré-pandemia. A partir de maio do mesmo ano e ao longo do segundo semestre de 2020, as vendas acompanharam a tendência da queda no isolamento social da população, voltando a regredir nos três primeiros meses deste ano.

No fim de julho de 2021, a circulação de consumidores ainda estava 12,4% abaixo do nível pré-pandemia. O aumento da circulação de pessoas nesse mês foi de quase 10% em relação ao mês anterior.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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