Bolsa cai pelo quinto pregão seguido e dólar valoriza 0,89%

A bolsa brasileira iniciou a semana com forte queda em meio ao temor de uma crise sistêmica por causa da dívida de US$ 300 bilhões da empresa chinesa Evergrande, pertencente ao setor da construção civil.
Segundo a agência de notícias Reuters, o calote da Evergrande criou temores de uma crise imobiliária chinesa que pode trazer consequências de larga escala para a economia global, parecida com a crise em 2008 gerada pela bolha imobiliária nos Estados Unidos. O dólar operou em alta.
Foi a quinta queda consecutiva registrada pelo índice Bovespa e o menor patamar alcançado desde 23 de novembro de 2020 (107.378,92 pontos). O Ibovespa fechou com perdas de 2,33%, aos 108.843,74 pontos, embora tenha caído mais de 3,5% durante o pregão. O volume financeiro somou R$ 35,129 bilhões.
As ações da Evergrande, que é responsável por cerca de 3,8 milhões de empregos em vários países, caíram 10,24% após o anúncio de que os juros da dívida da empresa não seriam pagos aos credores, e fecharam o dia em US$ 2,28 – uma queda acumulada de 84,7% desde o início do ano.
Em Wall Street, as principais empresas de tecnologia registraram queda nos valores das ações. Apple, Google (Alphabet), Tesla e Amazon figuram como principal influência negativa do dia, tanto no índice de tecnologia quanto no S&P 500. O Dow Jones fechou o dia com queda de 1,79% e a Nasdaq recuou 2,17%.
Em meio à queda da Bolsa Copel valoriza 6,94%
Apesar da queda da Bolsa brasileira, algumas ações tiveram valorização. Entre as maiores altas da sessão estão: Copel PNB (4,68% a R$ 6,94), Sabesp ON (1,81% a R$ 35,91) e CVC Brasil ON (0,88% a R$ 20,60).
Já as maiores quedas ficam com os papéis da Braskem PNA (-11,54% a R$ 58,39), Via ON (-6,74% a R$ 7,89) e Meliuz ON (-5,91% a R$ 6,69).
Dólar sobe 0,89%
O dólar comercial encerrou a segunda-feira (20) em alta, pelo terceiro dia seguido, impulsionado pela aversão a risco no exterior ditada por medo de contágio de problemas financeiros da empresa chinesa. O real registrou o pior desempenho global nesta sessão. A moeda norte-americana valorizou 0,89% e fechou cotada a R$ 5,327 na compra e a R$ 5,329 na venda.
O dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,309 e a máxima de R$ 5,375.
O dólar turismo subiu 0,73%, com negócios entre R$ 5,37 e R$ 5,55.








