Brasileiro compara preços, mas não abre mão das marcas de bebidas preferidas

Estudo analisa comportamento de mais de 1,5 mil latino-americanos para entender hábitos de consumo
Consumidores brasileiros mantêm forte fidelidade às marcas de bebidas mesmo diante da pressão por economia. Tanto é que 83% afirmam preferir empresas conhecidas na categoria de alcoólicas e 81% na de não alcoólicas – isso mesmo com o impacto de promoções e comparação de preços nas prateleiras.
O estudo da SKIM, empresa que modela a tomada de decisão humana e impulsiona mudanças comportamentais, também mostra que o Brasil opera em um sistema fragmentado. Em bebidas alcoólicas, 45% dos consumidores transitam entre algumas lojas preferidas, enquanto 12% compram opções não alcoólicas sempre no mesmo estabelecimento.
A pesquisa ainda revela outras diferenças importantes entre as categorias. As compras de bebidas alcoólicas são mais ligadas a ocasiões especiais e sazonalidade – fator apontado por 28% dos entrevistados. Já entre as não alcoólicas, o principal gatilho é econômico, com 19% comprando motivados por ofertas ou cupons.
Promoções, inclusive, têm forte influência no consumo, mas sem comprometer a preferência por marcas já conhecidas. Entre os brasileiros, 76% afirmam ser impactados por ofertas em bebidas alcoólicas e 71% em não alcoólicas.
Outro destaque do estudo é o comportamento de “otimização de valor” do consumidor brasileiro. Em vez de trocar de marca, ele busca melhores condições de compra: 66% procuram o melhor preço dentro das marcas preferidas de bebidas alcoólicas, enquanto 57% aproveitam descontos em compras de maior volume em não alcoólicas.
A pesquisa ainda aponta que o consumidor brasileiro está mais aberto à influência digital na categoria alcoólica: 64% afirmam testar novos produtos com base em tendências vistas nas redes sociais.
“O Brasil apresenta um comportamento de value optimization dentro da marca preferida. O consumidor não necessariamente troca de empresa, mas busca o melhor momento e condição para comprar. Bebidas alcoólicas, inclusive, se destacam com maior otimização, sugerindo maior envolvimento ou tíquete médio mais alto”, ressalta Luciana Ignez, diretora de Revenue Growth Management (RGM) para a América Latina na SKIM.








