Contratação de pessoas com deficiência traz benefícios para empresas

Contratação de pessoas com deficiência traz benefícios para empresas
A contratação de Pessoas com Deficiência (PcD) é uma obrigação das empresas desde 1999. O que no início parecia ser apenas o cumprimento de uma obrigação legal, aos poucos se tornou uma necessidade, considerando o crescimento dessa população. Segundo um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado esse ano, 8,4% da população acima dos 2 anos têm alguma deficiência. Além de contribuir para a inclusão, as organizações ainda contam com inúmeros benefícios ao contratarem PcD’s.

No Brasil, a reserva de vagas para pessoas com deficiência foi definida na Lei de Cotas (Lei nº 8.213/1991), porém só passou a ter eficácia no final de 1999, quando foi publicado o decreto nº 3.298. A legislação determina que as empresas com mais de 100 empregados contratem PcD’s com as cotas que variam de 2% a 5% do total de colaboradores.

“Podemos considerar a Lei de Cotas como um avanço na ampliação de oportunidades de autonomia do ser social. Ela permite o desenvolvimento de potencialidades, talentos, habilidades, aptidões físicas, cognitivas, sensoriais, psicossociais, atitudinais, profissionais e artísticas que contribuam para a conquista da autonomia da PcD e sua participação social em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas”, afirma Leonardo Sette Abrantes Fioravante, advogado e professor da pós-graduação no Centro Universitário Newton Paiva .

Empresa mais humana

O especialista destaca ainda que, além dos benefícios ao PcD’s, os ganhos no dia a dia e no desenvolvimento da corporação, ao montar uma equipe de trabalho inclusiva, são inúmeros. “A empresa se torna mais humana, pois valoriza as competências de cada colaborador e busca desenvolver o potencial máximo da equipe. Ao conviver com diferentes tipos de deficiência, as pessoas passam a respeitar mais o próximo e desenvolvem mais senso de responsabilidade”, avalia o professor.

Além disso, o professor destaca que a melhoria da acessibilidade gerada pelo emprego de PcD’s, seja no espaço físico, na comunicação, ou no padrão de comportamento, faz com que a empresa seja reconhecida pela atitude de maneira positiva no mercado. Ao investir na inclusão consciente, a organização contribui para o fim do preconceito e para a construção de uma sociedade inclusiva.

Direitos específicos

Na avaliação de Leonardo, além de se preocupar com a simples destinação de vagas às pessoas com deficiência, é importante que haja a promoção de meios adaptativos para que essas pessoas tenham condições de ocupar o cargo. Por isso alguns direitos do PcD na empresa são diferenciados, como a jornada especial de trabalho.

“No caso de a deficiência necessitar de redução da jornada ou flexibilização de horário, é obrigação a empresa liberar. A remuneração deverá ser compatível com a jornada de cada pessoa, podendo variar de acordo com suas necessidades”, afirma o professor, que ressalta também o direito à igualdade salarial. Segundo ele, qualquer diferença na remuneração de quem desempenha funções compatíveis será punida, e caracteriza prática discriminatória.

O professor chama atenção ainda para o direito à estabilidade como um dos mais importantes. “Trata-se da garantia de que o empregado somente poderá ser dispensado sem justa causa mediante a contratação de substituto com as mesmas condições, e desde que esteja em regime de contrato determinado superior a 90 dias, ou regime indeterminado”, finaliza o professor da Newton Paiva.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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