Lucro líquido da Ouro Verde cresce nove vezes no terceiro trimestre de 2021

Lucro líquido da Ouro Verde cresce nove vezes no terceiro trimestre de 2021

Companhia tem lucro líquido de R$ 22,6 milhões. Frota de veículos cresce 44%, somando 31 mil veículos

A Ouro Verde, empresa especializada na gestão e terceirização de frotas, registrou um lucro líquido de R$ 22,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, valor 9,4 vezes maior que o apresentado no mesmo período do ano passado. Já o lucro bruto da companhia foi de R$ 92,3 milhões no 3T21, crescimento de 80,6% em relação ao 3T20.

No acumulado dos primeiros nove primeiros meses de 2021, o lucro líquido foi de R$ 37,8 milhões, representando uma evolução de 188,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. A frota total da empresa – composta por veículos leves, máquinas e equipamentos pesados – alcançou 31.142 unidades, um aumento de 44% na comparação anual. Com isso, a empresa antecipou em três meses a meta prevista para o final do ano.

A Ouro Verde também registrou um volume recorde de investimentos em um mesmo ano, de R$ 1,138 bilhão, nos nove primeiros meses de 2021, um avanço de 132,9% em comparação aos 9M20 e 64% superior ao volume total em 2020. Os investimentos robustos comprovam o foco da empresa em ampliar a atuação no mercado nacional, com soluções inovadoras em aluguel de ativos e nos serviços de gestão de frotas.

“Mesmo em um ano muito desafiador, devido aos impactos da pandemia de Covid-19, traçamos uma estratégia de negócio capaz de tornar a nossa participação no mercado cada vez mais expressiva, com reflexos positivos no crescimento da receita e da rentabilidade da companhia. Essa estratégia envolveu a compra antecipada de frotas para garantir disponibilidade de veículos em um momento em que o mercado vive um de seus mais desafiadores períodos. Seguimos fortemente no objetivo de simplificar a vida dos nossos clientes com as melhores soluções, para que ele nos reconheça como a melhor empresa de gestão e terceirização de frotas do país”, afirma Cláudio Zattar, CEO da Ouro Verde.

Controlada pela Brookfield, gestora global de ativos com presença em mais de 30 países, a empresa apresentou no 3T21, R$ 138,7 milhões de EBITDA, o maior da história da empresa, valor 62% superior ao 3T20. A margem EBITDA atingiu 78,3% no 3T21, com crescimento de 16,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O número foi impulsionado pelo crescimento de margem bruta nos segmentos de leves e pesados.

Receitas crescem em todos os segmentos

Com o aumento da frota e novos contratos, a receita líquida de serviços da Ouro Verde atingiu R$ 177,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida também cresceu: de R$ 266,7 milhões no 3T21 para 233,8 milhões no 3T20, uma evolução de 14,1%.

Na análise por segmentos de atuação da Ouro Verde, a frota de veículos leves aumentou 58,7% no 3T21 frente ao 3T20. Já a receita líquida do segmento foi de R$ 121,9 milhões no 3T21, aumento de 15,2% sobre o 3T20. “O número está apoiado na ampliação de 56,9% da receita de serviços, impulsionada por novos contratos comerciais”, comenta Ricardo Pereira, CFO da Ouro Verde.

O lucro bruto do segmento de veículos leves foi de R$ 42 milhões, quase o quádruplo na comparação com o 3T20. Entre os fatores que contribuíram com o desempenho estão o aumento de 477,8% de margem nos contratos de gestão e terceirização de frotas, além do crescimento de 193% da margem bruta na venda de ativos. A diluição dos custos fixos também contribui para este resultado, segundo o CFO.

Na divisão de máquinas e equipamentos pesados, no 3T21, a receita líquida foi de R$ 144,7 milhões, crescimento 13,1% em relação ao 3T20, impulsionado pela ampliação da receita líquida de serviços em 13,4% e pelo aumento de 12,4% na receita gerada com a venda de ativos. A frota cresceu 16,6% em relação ao 3T20.

Na análise do lucro bruto, a divisão registrou o valor de R$ 50,4 milhões no 3T21, um aumento de 24,2%, com margem bruta de 34,8%, na comparação anual.

Para apoiar os planos de expansão da companhia, a dívida líquida da companhia subiu 6% em comparação ao 2T21 e totalizou R$ 1,6 bilhão no 3T21. A empresa conta com um perfil de dívida alongado, com 5,6% da dívida líquida no curto prazo. A companhia, ainda, encerrou o 3T21 com uma posição de caixa de R$ 361,3 milhões, valor suficiente para cobrir a dívida até 2023.

“Vale lembrar que recebemos, no último trimestre, um aporte de R$ 206,6 milhões da nossa controladora Brookfield, com o objetivo de fortalecer o caixa da empresa e apoiar a nossa expansão no mercado”, observa o CFO.

“Estes resultados reforçam que o segmento de gestão e terceirização de frotas é uma tendência que se fortalece no mercado brasileiro. Investimos em um modelo de negócio que contribui com a expansão da base de clientes em todo o território nacional e apresentamos soluções como a Ouro Verde Smart, uma plataforma de assinatura de veículos lançada recentemente, focada nos pequenos e médios negócios, profissionais liberais e cooperativas. Nosso objetivo é oferecer serviços diferenciados para que nossos clientes se concentrem apenas em seu core business”, pontua Cláudio Zattar.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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