Contas do FGTS continuam acumulando perdas

Com os expurgos da TR, 60 milhões de trabalhadores perderam mais R$ 15 bilhões no Fundo de Garantia
Somente no dia 10 de novembro, com o INPC de 1,16% e a TR zero, o governo deixou de creditar nas contas do Fundo de Garantia de todos os trabalhadores, aproximadamente R$ 14.9 bilhões, considerando Juros compostos desde janeiro de 1999. Se consideramos juros simples sobre o saldo total de aproximadamente R$ 470 bilhões, o governo deixou de creditar R$ 5.4 bilhões, neste dia 10/11/2021. E com o aumento da inflação, o trabalhador continuará perdendo cada vez mais, pois o governo continua aplicando a TR (Taxa Referencial) ZERO para atualizar monetariamente as contas do Fundo.
Segundo Mario Avelino, Presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, desde janeiro de 1999, os Expurgos da TR no Fundo de Garantia, geraram uma perda de R$ 611 bilhões, se no lugar da TR fosse usado o INPC (Índice de Preços Nacional ao Consumidor) do IBGE que mede a inflação. Desde setembro de 2017, a TR todo mês é ZERO, não repondo as perdas geradas pela inflação.
” O Supremo Tribunal Federal – STF ainda não marcou nova data de julgamento das perdas de TR no Fundo de Garantia (ADI 5090/2014). A ADI foi retirada de pauta pela terceira vez no último dia 13 de maio e o governo continua confiscando os rendimentos do Fundo de Garantia na atualização através da Taxa Referencial – TR zero. Aproximadamente 300 mil ações continuam suspensas na justiça aguardando este julgamento do STF. Essa situação tem que acabar!” diz Avelino.
Em fevereiro de 2014, o Superior Tribunal de Justiça – STJ suspendeu o julgamento de todas as ações dos Expurgos da TR em primeira, segunda e juizados especiais, enquanto não houvesse o julgamento pelo STJ. Em 11/04/2018, 50 meses depois, o STF julgou e deu a decisão a favor do governo.
De 11/04/2018 a 06/09/2019, das quase 500 mil ações entre individuais e coletivas que estavam suspensas (representando aproximadamente 5 milhões de trabalhadores), 300 mil foram julgadas, dando ganho de causa ao governo com base na decisão do STJ, e o pior, cobrando dos trabalhadores as custas judiciais e a Taxa de Sucumbência do trabalhador em favor da Caixa Econômica Federal. Ou seja, além do trabalhador ter sido prejudicado pelos confiscos do governo (o que chamo de roubo legal, pois a Lei permite o governo fazer o confisco), ele ainda tem seu prejuízo aumentado sendo punido pela justiça por brigar por seu direito de ter um rendimento justo no seu Fundo de Garantia.
Neste momento, aguardamos o ministro Luiz Fux, presidente do STF marcar uma nova data para o Julgamento da ADI 5090/2014. No dia 17/06/2021, o Presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador, Mario Avelino, entregou um Ofício com 10.072 assinaturas de trabalhadores, solicitando que seja marcado o mais breve possível a nova data do julgamento, e o STF defina de uma vez por todas esta situação e acabe com este roubo Legal no Fundo de Garantia do Trabalhador.
É importante destacar que desde o dia 06/09/2019, estão suspensos todos os feitos que versem sobre a matéria, até julgamento do mérito pelo Supremo Tribunal Federal, ou seja, estão suspensos os julgamentos das ações de Expurgos da TR em andamento na justiça em todas as Instâncias e Juizados Especiais, o que não impede dos trabalhadores entrarem com ações individuais ou coletivas Mario Avelino, presidente do IFGT, acredita que as chances de vitória dos trabalhadores no STF são grandes.








