CVM concede registro para Aço Verde do Brasil

Registro da siderúrgica na comissão é categoria “B”
A primeira siderúrgica do mundo a produzir aço carbono neutro, Aço Verde do Brasil, recebeu da Comissão de Valores Imobiliários (CVM) a autorização para emissão de títulos, após o registro na categoria “B”. A empresa, localizada em Açailândia (MA), faz parte do Grupo Ferroeste, e está em processo de ampliação e investimento na produção de aços longos.
O registro permite a oferta de títulos de dívidas, exceto ações. “Esse é um primeiro passo para a empresa que está, a cada ano, fortalecendo a governança corporativa e aproximação com o mercado. O retorno positivo da CVM demonstra que estamos realizando esse trabalho de forma transparente e sustentável, visando crescimento da empresa, investidores e stakeholders”, pontua Gustavo Bcheche, diretor financeiro e de relação com investidores da AVB.
A empresa registrou no primeiro semestre de 2021 aumento de 138% na receita líquida, em comparação com o mesmo período de 2020. O crescimento previsto para 2022, cerca de R﹩ 3 bilhões de receita, também está alinhado aos recentes investimentos industriais da empresa. Neste ano, entrou em operação o segundo alto-forno, aumentando a capacidade de produção para 600 toneladas.
Reconhecimento internacional
A empresa utiliza a rota de produção de aço integrada à base de carvão vegetal reflorestado no lugar no coque (carvão mineral), que possui emissão zero de carbono. Além de outras tecnologias, como o reuso dos gases de processo, para eliminar a utilização de combustíveis fósseis, e a reutilização dos resíduos do processo.
Essas ações levaram a AVB a ser a única indústria brasileira premiada no Global Metals Awards 2021, que reconhece as melhores iniciativas e investimentos na indústria de metais em 16 categorias. AVB conquistou o prêmio Revelação ESG. Concorriam na mesma categoria outras 11 indústrias, entre elas Alcoa, JLW Steel, Rio Tinto e Posco. “É uma honra estar entre importantes siderúrgicas do mundo. Esse reconhecimento é o resultado de anos de muito trabalho, quando, há mais de 10 anos, vislumbramos a importância de desenvolver um produto altamente sustentável”, afirma o diretor presidente da AVB, Ricardo Nascimento.








