Governo se prepara para licitar primeira hidrovia privada do País

Governo se prepara para licitar primeira hidrovia privada do País

O presidente da DTA Engenharia, João Acácio Gomes de Oliveira Neto, entregou o informe dos Avanços do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Canal Navegável da Lagoa Mirim, na Região Sul do País. O levantamento deverá ser concluído entre janeiro e fevereiro de 2022. O trecho compreende o Canal do Sangradouro, em Pelotas, até o canal de acesso ao Porto de Santa Vitória do Palmar, onde a DTA se apresentou para fazer os estudos e projetos, buscando viabilizar a hidrovia sob o regime de concessão privada.

A apresentação aconteceu no Salão de Atos da Universidade Federal de Rio Grande do Sul, durante a Jornada de Comemoração dos 60 anos de relançamento da navegação na Hidrovia Lagoa-Mirim, Lagoa dos Patos, ato na época assinado pelos presidentes dos dois países. O Governo deverá licitar a concessão dessa que deverá ser a primeira hidrovia privada do Brasil e pedagiada da América Latina.

A DTA foi autorizada pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA) nos termos do Decreto 9.764 de 11 de abril de 2019. Ela possui expertise no assunto, pois trabalha, neste momento, em outros projetos semelhantes, como a Derrocagem do Pedral do Lourenço no Rio Tocantins para o DNIT, que irá gerar uma importante hidrovia de 500 km entre Marabá e o Porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA). Sob o ponto de vista técnico a DTA obedece às normas da renomada PIANC, instituição técnica fundada em 1855 , com sede na Bélgica, e que emana o state-of-the-art da engenharia hidroviária mundial.

Projeto de décadas

O modal hidroviário binacional da Hidrovia Lagoa Mirim – Canal São Gonçalo é um projeto de décadas, que teve a sua concessão autorizada pelo Governo Federal no dia 22 de novembro, via decreto, dentro do Programa Nacional de Desestatização. O trecho da hidrovia terá cerca de 300 quilômetros de extensão e uma série de desafios para sua implantação. Neste momento, a análise do projeto está em fase de levantamento do potencial de carga que poderá ser transportado e de medição da profundidade do trecho. O aporte de investimento para consolidação da obra está sendo avaliado em termos de capex e opex e deve girar em torno de 10 milhões de dólares.

De acordo com Oliveira Neto, a hidrovia é extremamente relevante e estratégica para desenvolver um lado subdesenvolvido do Uruguai e do Rio Grande do Sul, levando carga para o Porto do Rio Grande, podendo representar um aumento em torno de 30% para aquele porto marítimo,chegando a 10 milhões de toneladas/ ano. O executivo observa ainda que, apesar de pequena, a via navegável representa um salto no sentido de se ter uma hidrovia privada e de interesse de dois países.

“É um negócio que a DTA está desenvolvendo também em outros locais, pois o Brasil possui outras hidrovias passíveis de serem implementadas com custo baixo, já que é um transporte bem mais barato e muitíssimo menos poluente, atendendo a matriz ESG, uma linha de atuação da DTA”, destacou.

No que diz respeito à dragagem do local, Neto afirmou que o projeto é simples, mas a eclusa precisa ser olhada “do ponto de vista operacional” e pertence ao Governo Federal. “A DTA irá incorporar algumas inovações importantes  nos tipos de equipamentos que serão utilizados nesta obra, anúncio que será feito oportunamente”, finalizou.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *