Volume de fretes rodoviários cresce 35% no terceiro trimestre

Volume de fretes rodoviários cresce 35% no terceiro trimestre

FreteBras, maior plataforma online de transporte de cargas da América do Sul, acaba de lançar a 5ª edição do “Relatório FreteBras — O Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”, com base na análise de 2,5 milhões de fretes durante o terceiro trimestre de 2021. De acordo com o estudo, o volume de fretes rodoviários no Brasil aumentou 35% entre julho e setembro deste ano, quando comparado ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi impulsionado pela confiança das transportadoras na digitalização dos fretes, que tem ajudado as empresas a reduzirem os custos do transporte em até 23%, atacando novos mercados e conseguindo mais agilidade nos processos.

Segundo a pesquisa, o terceiro trimestre de 2021 foi marcado por uma intensa batalha de recuperação econômica, já que a inflação ficou perto dos dois dígitos, além da taxa de juros em plena escalada, redução da renda da população, alta do dólar e dificuldade de acesso ao crédito.

“Apesar do cenário de incertezas e desafio econômico, vemos que o mercado de fretes rodoviários segue crescendo. O Brasil é extremamente dependente do modal rodoviário, por esse motivo, vemos um aumento a cada trimestre à medida que o País vai encontrando formas de se recuperar economicamente”, destaca o diretor de Operações da FreteBras, Bruno Hacad.

As regiões Sul e Sudeste puxaram o crescimento. No Sul, o aumento no volume de fretes foi de 27%, enquanto no Sudeste, o volume subiu 10%. Isso ocorreu devido ao grande número de fretes cadastrados nestas regiões, demonstrando a representatividade que ambas têm no total de carregamentos registrados na plataforma.

A digitalização do setor puxou o crescimento dos fretes

Ao longo da pandemia, vários setores tiveram um boom de digitalização. No segmento de Transportes e Logística, não foi diferente. Essa transformação auxiliou para que houvesse aumento no volume de fretes no terceiro trimestre de 2021. “As empresas foram obrigadas a se reinventarem e encontraram nas soluções digitais, como a nossa plataforma, uma maneira de controlar os gastos, atender novos mercados e localidades, sem perder na qualidade da entrega, além de economizar tempo.

Micro e pequenas empresas conseguiram contratar mais fretes por terem se adaptado melhor às necessidades do mercado, em função de seu tamanho e menor investimento em ativos imobilizados, como frotas próprias. Isso contribuiu para que elas atingissem um crescimento de até 200% nesse período e uma economia de 23% frente ao aumento da frota própria. Este cenário impactou diretamente nos resultados do nosso relatório”, acredita Hacad.

Os setores que movimentaram o Brasil no terceiro trimestre do ano

O estudo da FreteBras analisa os grandes setores, que representam mais de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.O agronegócio puxou a oferta de fretes no período, com 39,7% das cargas registradas na plataforma da FreteBras e cerca de R$ 7,8 bilhões movimentados. Os estados mais significativos para o desempenho do segmento foram São Paulo (15%), Rio Grande do Sul (13,6%), Paraná (12,8%) e Minas Gerais (12,4%). Os produtos mais transportados foram fertilizantes (36,7%), milho (11,6%) e soja (6,7%). Na comparação entre o terceiro trimestre deste ano com o mesmo período em 2020, os fretes do agronegócio aumentaram 37,4%.

Logo em seguida estão os produtos industrializados, que originaram 26% dos fretes anunciados na FreteBras entre julho e setembro deste ano. Os itens mais transportados no período foram os alimentícios (19,8%), seguidos por máquinas e equipamentos (11,3%) e siderúrgicos (10%). Os estados de maior destaque no desempenho do segmento foram São Paulo (30,3%), Paraná (13%) e Minas Gerais (10,8%). Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o setor teve crescimento de 18% no volume de transportes.

Já os fretes de insumos para construção representam 12,6% dos anúncios registrados na FreteBras no período. Os produtos mais transportados foram cimento (38,5%), telha (7,1%) e pisos (5,9%). Em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, houve crescimento de 20,8% no volume de fretes da categoria e os estados que mais carregaram insumos no setor foram Minas Gerais (45,5%), São Paulo (14,6%) e Paraná (7%).

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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