Caderno Regional Agropecuário analisa evolução do Valor Bruto da Produção de 1997 a 2020

Caderno Regional Agropecuário analisa evolução do Valor Bruto da Produção de 1997 a 2020

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Departamento de Economia Rural (Deral), iniciou nesta sexta-feira (21) a publicação do Caderno Regional Agropecuário. De periodicidade trimestral, o documento trará análises de temas que dizem respeito à produção agropecuária paranaense, tendo como fonte estudos feitos pelos profissionais que atuam na sede, em Curitiba, e nos 23 núcleos regionais da secretaria.

A primeira edição traz um comparativo sobre como os setores agrícola e pecuário do Estado se comportaram desde a divulgação do primeiro levantamento do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária no Estado pelo Deral, em 1997, até a última publicação dos números relativos a 2020. O VBP é calculado anualmente tendo em vista, sobretudo, as variáveis produção agropecuária e valor recebido pelo produtor, com levantamento de aproximadamente 350 produtos em cada um dos 399 municípios paranaenses.

Além das pesquisas periódicas realizadas pelos técnicos da própria Secretaria, também são de fundamental importância dados fornecidos por extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), das prefeituras, cooperativas e revendedores de insumos, entre outros.

O Caderno Regional Agropecuário traz, inicialmente, uma apresentação sobre a abrangência e características de cada uma das regionais da Seab espalhadas pelo Estado. Posteriormente, é apresentada a evolução das principais cadeias agropecuárias, tendo como parâmetro o que foi levantado em cada um dos núcleos em 1997 comparativamente aos dados de 2020, relacionados à área ocupada, produção e produtividade.

O documento registra que a concentração das principais atividades não se modificou em níveis suficientemente grandes para gerar alteração na fotografia da agropecuária paranaense. “Ainda que o retrato do Estado não tenha se alterado drasticamente, não significa que ele se manteve estático para todas as regiões”, diz o documento.

Por isso, na etapa seguinte, os organizadores do trabalho elencam fatos ocorridos nesse período, que podem ajudar na análise qualitativa da dinâmica produtiva dos 23 Núcleos Regionais da Seab. O documento também reproduz imagens do mapa do Estado nos dois períodos analisados, mostrando como se distribuía o VBP de R$ 48,50 bilhões em 1997 e as alterações dos polos produtivos e da configuração do valor de produção de R$ 128,27 bilhões conseguido em 2020.

A análise geral mostra, por exemplo, que em 1997 o milho era a preferida entre as seis culturas mais importantes. Ele estava em 20 núcleos regionais, graças às técnicas avançadas de cultivo e o preço do grão.

Àquela época, a soja ocupava a segunda colocação, presente em 17 regionais. Em 2020, ambos continuam na dianteira, mas com a ordem inversa. Enquanto a soja conquistou espaço em mais cinco regionais, devido à valorização da oleaginosa, o milho perdeu força em uma.

Entre os produtos que mais cresceram de posição está a silagem e alimentação animal. Em 1997, o segmento não era produto comercial em nenhum dos núcleos, mas, em 2020, já garantiu Valor Bruto de Produção para oito regionais. O fenômeno se explica pelo crescimento da pecuária estadual, que exigiu mais alimentação. Os bovinos de corte e leite, que estavam em 19 regionais, passaram a ser importantes para mais cinco nesse período, enquanto os frangos de corte também conquistaram mais seis regionais, e se fizeram presente em 18 no VBP de 2020.

Crédito da foto: Jaelson Lucas/AEN

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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