Executivos apostam em cidades do interior para iniciar novos negócios

Executivos apostam em cidades do interior para iniciar novos negócios

Foi-se o tempo em que o empreendedorismo em startups só acontecia nas capitais. As cidades do interior já estão se movimentando há muito tempo, e ganharam mais espaço com a pandemia. O ecossistema brasileiro de startups não pretende e nem deve parar de crescer tão cedo. Por isso, tivemos um boom na criação de empresas de tecnologia fora dos grandes pólos comerciais. Comprovamos que, na leva desse crescimento, existem diversas startups mapeadas, ganhando visibilidade e relevância.

De acordo com a Startupbase, Minas Gerais fechou 2015 com 365 startups cadastradas. Hoje esse número mais que triplicou, sendo 1.247 empresas registradas, passando o estado do Rio de Janeiro que possui 959, o estado de São Paulo continua sendo o grande centro, com 4.009 startups.

O Sudeste ainda concentra o maior número de startups no Brasil. Porém, segundo o levantamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups) feito em 2020, já são mais de 30 cidades, 61 comunidades e mais de 7.500 startups de comunidades emergentes mapeadas em todo o País. Em relação ao perfil, destacam-se as empresas com soluções em educação, saúde, agronegócio e finanças.

Seguindo essa onda de apostar nas cidades do interior, Conrado Carneiro Bicalho, CEO da Eva Benefícios, é um dos precursores do Polo de Tecnologia na cidade de Ouro Preto, onde fundou a startup que tem a finalidade de desburocratizar os setores de Recursos Humanos ao oferecer benefícios flexíveis em um único cartão.

A cidade ouropretana oferece grandes atrativos para o empreendedorismo, visto que ela é berço da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) com a constante formação de profissionais. Bicalho destaca também a qualidade de vida na cidade, além de que “uma vez rompida a barreira do preconceito por não estar num grande centro, você se destaca. Afinal, em BH ou SP seríamos apenas mais uma empresa”.

 

Para ele, o fato de fundar duas empresas com sede na cidade de Ouro Preto foi ousado e desafiador, uma vez que a cidade não tinha nenhuma visibilidade na área tecnológica, conhecida apenas pelas igrejas, museus e repúblicas no Carnaval. Mas hoje o cenário é totalmente diferente e há startups de grande projeção, como a Gerenciant, Stilingue, Usemobile, DreamLabs, Alokium, entre outras, na cidade.

 

Conrado conta que fundou a Eva através de uma necessidade da Usemobile, software house a qual também é CEO, que teve uma demanda da área de Recursos Humanos e Aquisições de Talentos e, assim, ele percebeu algumas necessidades das empresas e o quanto esse mercado de benefícios flexíveis estava crescendo — além de poder agregar muito valor para outros empreendimentos e seus colaboradores.

 

“Com a popularização do modelo home office, ficou evidente a necessidade de oferecer mais benefícios aos colaboradores (auxílio home office, academia, happy hour etc). Dessa forma, é um segmento que tem crescido muito — tanto para empresas tradicionais como para as empresas consideradas mais cool“, afirma.

 

Com esses dados é possível avaliar que as startups fundadas no interior vêm se desenvolvendo e ainda têm muito para evoluir, mas aos poucos elas estão ganhando espaço e se consolidando no interior e ganhando o Brasil e o mundo com suas soluções inovadoras.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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