Ano de Copa e eleições acelera investimentos de pequenos empreendedores

Ano de Copa e eleições acelera investimentos de pequenos empreendedores

Empreendedor aposta em máquinas para crescer sem ampliar custos fixos

Em 2026, o Brasil vive um cenário econômico marcado pelo chamado “otimismo cauteloso”. Ao mesmo tempo em que o país soma cerca de 73 milhões de inadimplentes, a combinação entre Copa do Mundo e Eleições deve movimentar bilhões de reais em setores estratégicos da economia, abrindo uma janela de oportunidade para pequenos e médios empreendedores ampliarem receita.

De um lado, o setor de alimentação fora do lar projeta faturar R$ 455 bilhões ao longo do ano, segundo dados do Instituto Foodservice Brasil. De outro, atividades ligadas à comunicação visual e produção gráfica se preparam para capturar parte dos R$ 4,9 bilhões previstos no Fundo Eleitoral.

Diante desse cenário, ganha força entre as PMEs um movimento de microinvestimento estratégico. Em vez de ampliar equipes temporárias, muitos empreendedores passaram a apostar na aquisição de máquinas e equipamentos capazes de elevar a produtividade e capturar picos de demanda sem aumentar custos fixos.

A lógica é simples: substituir passivos trabalhistas pela eficiência operacional de ativos que conseguem “se pagar” ao longo da sazonalidade. No varejo alimentar, por exemplo, a automação já apresenta resultados concretos. Dados da Super Varejo indicam que máquinas de produção de salgados podem elevar o ticket médio em até 69% durante períodos de alta demanda, como os jogos da Copa do Mundo.

Crédito é o grande desafio

O principal desafio, no entanto, continua sendo o acesso ao crédito no momento certo. Modelos tradicionais, baseados principalmente no histórico financeiro, tendem a limitar a capacidade de reação do pequeno empreendedor justamente quando surgem oportunidades de expansão rápida.

Finza, fintech especializada em crédito para PMEs, aposta em uma abordagem alternativa para destravar esse cenário. Utilizando inteligência artificial, a empresa analisa o potencial de geração de caixa do equipamento a ser adquirido, e não apenas o histórico financeiro do empreendedor. Com isso, consegue aprovar operações em até 20 segundos por meio do seu motor proprietário de análise.

Para Eric Jun, CEO da Finza, o cenário de 2026 representa uma mudança importante no comportamento das pequenas empresas brasileiras. “O empreendedor percebeu que eventos sazonais como Copa e Eleições podem gerar picos reais de consumo e faturamento. O problema é que o crédito tradicional normalmente não acompanha esse timing”, afirma.

Segundo o executivo, a velocidade de aprovação passou a ser decisiva para transformar oportunidade em receita.

“Essas são janelas curtas. Se o crédito demora semanas, o empresário perde o momento. Quando a aprovação acontece em segundos, ele consegue investir, produzir e faturar dentro do timing certo”, explica Eric Jun.

Além de acelerar o acesso, o modelo também amplia a inclusão produtiva, permitindo que empreendedores com restrições financeiras consigam investir em tecnologia. “A análise deixa de ser baseada apenas no passado e passa a considerar a capacidade futura de geração de receita. Isso democratiza o acesso a ativos que realmente transformam o negócio”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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