Desaceleração econômica é a principal preocupação na América Latina

Desaceleração econômica é a principal preocupação na América Latina

Aon plc (NYSE: AON), líder mundial em serviços profissionais, anunciou os resultados da Global Risk Management Survey 2021 (Global Risk Management Survey – GRSM 2021), que reúne, a cada dois anos, informação de milhares de líderes corporativos para identificar os principais riscos e desafios enfrentados por suas organizações. Os últimos dois anos demonstraram-se incrivelmente voláteis, e a pandemia mundial de Covid-19 teve um efeito dominó em outros tipos de riscos, como uma consciência maior na reputação das empresas e na parte cibernética, já que os riscos de cauda longa tornaram-se cada vez mais importantes de se administrar.

A edição de 2021 entrevistou mais de 2.300 gestores de 60 países, em 16 indústrias, tanto no setor público como privado. O risco que teve maior ênfase e prioridade foi o relacionado à segurança cibernética, que encabeçou a lista globalmente, como risco atual e futuro, a colocação mais alta desde o início da pesquisa. Cyber também foi citado na lista dos 10 principais riscos em cada região, indústria e tipo de respondente. Na América Latina, a desaceleração econômica foi o risco que encabeçou a lista.

Os 10 principais riscos refletem, por sua vez, o panorama atual do COVID-19 e seu impacto nas empresas. Em um contexto de condições desafiadoras do mercado, está sendo testada a capacidade das empresas de gerenciar a volatilidade e tomar melhores decisões. As organizações estão mudando seu foco de avaliações de riscos baseados em eventos para aqueles baseados em impactos. Por exemplo, a interrupção do negócio já foi considerada um risco linear, mas a pandemia de Covid-19 demonstrou como pode afetar múltiplas indústrias e empresas de maneira simultânea e global.

“O mundo está cada vez mais volátil, a importância de uma tomada de decisões mais assertiva nunca foi tão grande” comenta José Luis Plana, head de Commercial Risk da Aon para América Latina. “Os riscos de cauda longa não são eventos isolados. Estão interligados de forma inata, como vimos com a pandemia de COVID-19, que mudou fundamentalmente a maneira como o mundo funciona, revelando novos riscos e reorganizando as prioridades na alta direção. A preocupação por gerenciar esses riscos imediatos pode comprometer a capacidade das empresas para investir nos riscos de amanhã”, completa.

Agravados pela pandemia de Covid-19, e a interligação entre os tipos de risco, os 10 principais riscos da América Latina segundo a Pesquisa Global de Gerenciamento de Riscos 2021 da Aon são:

  1. Desaceleração econômica / Recuperação lenta da economia
  2. Interrupção do negócio
  3. Risco do preço das matérias primas / Escassez de materiais
  4. Risco de pandemias / Crises de saúde
  5. Risco de fluxo de caixa / liquidez
  6. Modificações legislativas / regulatórias
  7. Risco político
  8. Flutuação do tipo de câmbio
  9. Ciberataques / Violação de dados
  10. Aumento da concorrência

“Historicamente, as decisões de transferência e tratamento de risco são motivadas por eventos de perda do passado, ou seja, olhamos no retrovisor para agir no presente e prever o futuro. Entendemos que essa postura pode, e deve, evoluir para a gestão proativa das ameaças iminentes, como as cadeias de suprimentos complexas e riscos climáticos; a experiência histórica ajuda, mas não é suficiente para tomarmos as melhores decisões em um ambiente tão volátil como o atual” disse Maurício Masferrer, Head de Commercial Risk na Aon Brasil.

Vários dos principais riscos identificados na pesquisa deste ano destacam as quatro áreas-chave de necessidade dos clientes que identificamos, em particular as necessidades não atendidas em forma de riscos de cauda longa que já não podemos ver. Há um crescente entendimento da necessidade de abordar essas ‘incógnitas conhecidas’. À medida que enfrentamos eventos sem precedentes, o desafio será como desenvolver melhor as soluções para nos preparamos de maneira adequada para gerenciá-los”.

O estudo destaca os 10 principais riscos por indústria e região, assim como a prontidão para o risco, as perdas associadas e as ações de mitigação para cada um desses riscos identificados. O relatório inclui, ainda, os 10 principais riscos previstos nos próximos três anos e a análise da Aon sobre os riscos subestimados. Alguns dos achados para a América Latina incluem:

  • Os entrevistados identificaram os três principais riscos atuais para a América Latina: desaceleração econômica, interrupção dos negócios e risco do preço das commodities.
  • Como outras partes do mundo, a América Latina ainda está lutando contra o impacto da pandemia, o que explica porque a interrupção dos negócios é uma preocupação tão importante, e também é vulnerável a riscos decorrentes de exposições sem danos, como a pandemia e a inquietação social. A região está alinhada com outras em sua preocupação crescente com ataques cibernéticos e violações de dados, que devem saltar do nono para o quarto lugar em três anos.
  • É esperado que o risco político suba do sétimo lugar atual para o segund em três anos.
  • As empresas da região estão subestimando o risco das mudanças climáticas. Esse risco deve estar entre os dez primeiros, dada a combinação de políticas ineficientes de preservação ambiental na América Latina, o número crescente de eventos extremos globalmente, grandes evidências de degradação ambiental, incluindo desmatamento e escassez de água doce, entre outros fatores. A degradação ambiental terá um grande impacto na atividade econômica, no ambiente de negócios e no cenário de risco da região, e as empresas devem se preparar para as consequências potenciais agora, incluindo esse risco no topo de seus registros.

Realizada a cada dois anos desde 2007, a Global Risk Management Survey da Aon fornece dados e informações para melhorar tomada de decisões em relação ao risco em um ambiente empresarial cada vez mais volátil e complexo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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