Pandemia impulsiona reforma de pneus

Pandemia impulsiona reforma de pneus

Atualmente, cerca de 7 milhões de pneus são reformados todos os anos no país e a prática gerou uma economia de 5 bilhões de litros de petróleo na última década, segundo a Associação Brasileira de Reforma de Pneus (ABR). Esses dados revelam o crescimento pelo interesse nos pneus reformados, além de apontar o quanto o mercado evoluiu e ganhou com tecnologias e processos de automatização.

Para o diretor comercial da NSA Pneutec, Giulio Claro,  essa evolução se dá principalmente pelos novos métodos de reforma, que não apenas aproximaram os rendimentos entre pneus novos e reformados, como até mesmo superam: “Atualmente, temos processos modernos que foram desenvolvidos nos últimos anos e garantem um ganho acima de 20% de desempenho quilométrico em pneus de carga, por exemplo, comparado a performance de um pneu novo importado”, comenta.

A reforma de pneus surgiu muito próxima ao nascimento do pneu novo propriamente dito, na década de 1920. O rápido desgaste da banda em relação às outras partes do pneu foi uma das principais razões pelo surgimento da reforma.

Porém, para atingir esse nível de desempenho, os motoristas precisam seguir alguns cuidados simples. Abaixo, Giulio Claro cita 5 dicas que podem ajudar no cuidado diário para cuidar melhor do pneu reformado:

  1. Calibrar, no mínimo, a cada 15 dias;
  2. Conferir o alinhamento, pois, o veículo desalinhado gasta 30% mais rápido a banda;
  3. Não trafegar com excesso de carga;
  4. Peça ajuda do profissional para escolher o desenho adequado à sua atividade
  5. Montar sempre os pares de pneus idênticos (mesma marca, modelo e medida).

Pandemia ajuda a elevar os preços de pneus novos

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em 2020, a escassez de borracha no mercado internacional fez com que os preços de pneus novos disparassem. Em fevereiro de 2021, a borracha natural estava cotada a cerca de U$2,00 o quilo, a maior alta desde 2017, fazendo com que a reforma de pneus se tornasse ainda mais vantajosa.

“A indústria automotiva, como um todo, sofreu bastante nesses últimos dois anos. Temos o valor do combustível sempre sendo discutido, porém, o preço de um carro, moto ou caminhão, itens de veículos, como os pneus, também sofreram altas em decorrência da crise global”, comenta Giulio Claro.

Estima-se que, atualmente, um pneu reformado seja 60% mais econômico para o consumidor do que um item novo, e o rendimento quilométrico semelhante ou superior, o que faz com que, por exemplo, a maioria das transportadoras aderissem à reforma para suas frotas nos últimos anos.

Reforma de pneus puxa sustentabilidade para o setor automotivo

De acordo com a ABR, a reforma de pneus evitou, em 10 anos, 26 milhões de toneladas de CO₂ em emissões no Brasil, visto que para a fabricação de um pneu comercial novo, são utilizados 79 litros de petróleo, enquanto, um pneu reformado, consome cerca de 29 litros. Já nos pneus de veículos usuais das pessoas no dia a dia (carros e motos), a fabricação de um novo pneu precisa de 27 litros e, um reformado, apenas nove litros.

“A reforma de pneus garante um retorno ambiental de 80% a menos de CO₂, do que seria gerado pela produção de um pneu novo. Na NSA Pneutec, por exemplo, buscamos oferecer em nossos produtos a economia de combustível em linha de produção ativa, para contribuir com essa necessidade que todos temos de cuidar melhor do meio ambiente”, finaliza Giulio Claro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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