Natura lança Relatório Integrado 2025 com metas de ESG atingidas antecipadamente

Natura lança Relatório Integrado 2025 com metas de ESG atingidas antecipadamente

Documento traz 1.200 pontos de dados que compõem 200 indicadores sociais, ambientais e de governança da companhia no último ano

A Natura (NATU3) anuncia a publicação de seu Relatório Integrado 2025. O documento detalha o desempenho financeiro e os impactos da empresa na economia, no meio ambiente e nas pessoas em um ano marcado pelo encerramento do ciclo de simplificação corporativa e pelos avanços rumo a se tornar um negócio 100% regenerativo até 2050.

Entre os marcos do ano, está que, em 2025, a companhia concluiu a integração com a Avon na América Latina (Onda 2) e estabeleceu uma estrutura operacional mais ágil e eficiente. Pelo nono ano consecutivo, a Natura encerrou o exercício na liderança do setor de beleza e cuidados pessoais na América Latina*. A receita líquida registrada no ano foi de R$ 22,2 bilhões, e o EBITDA recorrente de R$ 3,1 bilhões, com margem de 14,1%. O lucro líquido atingiu R$ 974 milhões (excluindo efeitos não recorrentes de desinvestimentos) e a alavancagem ficou em 1,31x, mantendo uma estrutura de capital sólida.

Compromisso ESG e Metas Atingidas

O relatório destaca também o lançamento da Visão 2025-2050: Caminhos para a Regeneração, quando a Natura assumiu metas ainda mais ambiciosas para gerar impacto positivo simultaneamente nos capitais financeiro, natural, social e humano. E se comprometeu a ser uma empresa 100% regenerativa até 2050. Além disso, em 2025, a Natura alcançou antecipadamente metas do seu Compromisso 2030:

Bioingredientes da Amazônia: Atingiu 52 bioativos no portfólio, superando antecipadamente a meta de 49 ativos estabelecida para 2027 pelo seu sustainability-linked bond.

Circularidade: Alcançou 30,1% de conteúdo plástico reciclado nas embalagens da marca Natura, superando com um ano de antecedência a meta de 25% prevista para 2026.

Cadeias Críticas de Fornecimento: Cumpriu o prazo de 2025 atingindo 100% de certificação/rastreabilidade para direitos humanos para mica, papel e óleo de palma em compras diretas.

Inclusão na Amazônia: Expandiu a parceria para 46 comunidades agroextrativistas, superando a meta de 45 comunidades estabelecida para 2030.

A companhia consolidou ainda avanços atingidos anteriormente, e registrou evoluções em sua agenda ESG:

Marcos já atingidos: Mantém desde 2023 o compromisso de 50% de mulheres na liderança sênior, 100% de salário equitativo por gênero e raça, além de salário digno (living wage) ou acima para todas as pessoas colaboradores.

Impacto Positivo: Gerou R$ 86,8 bilhões em impacto socioambiental positivo em 2025, o equivalente a R$ 4 em valor social para cada R$ 1 de receita.

Descarbonização: Redução de 17% nas emissões absolutas de carbono (escopos 1, 2 e 3) frente ao ano anterior.

Gestão de Insumos: Atingiu 94,7% de ingredientes renováveis e 97,6% de fórmulas biodegradáveis para produtos enxaguáveis.

Aumento do Investimento em comunidades Amazônicas: Demonstrando um compromisso sólido e crescente com o desenvolvimento social, o volume de investimento direto nas comunidades atingiu R$ 62,39 milhões em 2025, o que representa uma evolução expressiva de 29% em comparação ao ano anterior.

Inovação e Perfumaria

Na frente de inovação, a empresa concluiu a integração das áreas de P&D de Natura e Avon, criando um motor único que reduziu o time-to-market entre 20% e 40% através de plataformas tecnológicas integradas.

A companhia também reafirmou sua liderança em fragrâncias na América Latina, figurando entre os cinco maiores players globais da categoria que representa a fatia de maior valor no segmento de Beleza e Cuidados Pessoais. Este protagonismo foi reforçado pela expansão do time de perfumistas exclusivos in-house, com a chegada de Olivier Paget e Juliana Bombarda, que se unem a Veronica Kato.

Adoção dos padrões globais de reporte

O Relatório Integrado 2025 segue as normas da Global Reporting Initiative (GRI) e da IFRS Foundation, além de passar por um processo de asseguração externa. A Natura adota simultaneamente os principais frameworks globais de reporte de sustentabilidade, como GRI, SASB, TCFD, TNFD e CDP. Para a companhia, a adesão a esses padrões — que oferecem parâmetros internacionais auditáveis e comparáveis — vai além de obrigações regulatórias, refletindo seu compromisso histórico com a ética, a transparência e a governança.

Neste ano de 2026, a Natura também se prepara para a adoção dos padrões IFRS S1 e IFRS S2, emitidos pelo International Sustainability Standards Board (ISSB) embora não haja mais a obrigatoriedade para companhias abertas por parte da CVM. A companhia aplica essas diretrizes de forma antecipada e seu relatório nestes padrões será publicado no segundo semestre do ano, com foco inicial no IFRS S2 (Clima), o que a coloca entre as primeiras empresas do país a dar esse passo.

“A Natura foi a primeira empresa da América Latina e uma das pioneiras globalmente a adotar as normas GRI, em 2001. O objetivo do uso desse padrão nunca foi apenas o de informar, mas sim de promover um engajamento genuíno com a sociedade e com os diversos públicos em prol da sustentabilidade. Hoje adotamos simultaneamente os principais padrões internacionais de reporte, que oferecem parâmetros auditáveis e comparáveis para que o mercado e a sociedade passam acompanhar com transparência os indicadores do nosso compromisso em sermos um negócios 100% regenerativo até 2050”, afirma Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade, Jurídico e Reputação Corporativa da Natura.

Como complemento, a companhia também lança o seu Caderno de Indicadores ESG que junto com o Relatório Integrado estão disponíveis em português, e as versões em inglês e espanhol serão disponibilizadas em breve. Os documentos podem ser acessados no site de Relações com Investidores da Natura: https://ri.natura.com.br/sustentabilidade/relatorios-anuais/

Crédito da foto: Divulgação Natura

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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